A Promotoria de Justiça Comunitária Itinerante do Ministério Público do Maranhão (MPMA), instalada desde 19 de agosto na comunidade Alto da Esperança, na área Itaqui-Bacanga, passou a registrar uma série de reclamações dos moradores. A principal delas é sobre o estado crítico da Travessa Turu, na Rua Principal, onde duas grandes crateras avançam rapidamente e colocam a via em risco iminente de desabamento.
O promotor de Justiça Vicente de Paulo Martins, titular da Promotoria Itinerante, afirmou ter solicitado providências à Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), mas disse que nenhuma medida foi adotada até o momento.
“Temos cobrado respostas para as demandas da população e aguardamos uma solução imediata”, declarou.
Moradores descrevem cenário de insegurança, sobretudo no período chuvoso. Ana Ruth, que vive ao lado de um dos buracos, relata erosão, alagamentos e perdas materiais:
“Espero que venham fazer o serviço o quanto antes, porque o risco para a nossa segurança e até para a saúde é muito grande. No início do ano, perdi todos os móveis da minha casa e tenho medo de acontecer de novo.”
A Promotoria Itinerante funcionará por três meses a partir de 26 de agosto, acolhendo demandas de comunidades da região, como Ilha dos Pretos, Tamancão, Residenciais Taguatur e Ana Jansen, entre outras. Na audiência de instalação, o MP incentivou os moradores a apresentarem reivindicações prioritárias. Entre as pautas mais citadas estão posto de saúde, escolas, creches, uma unidade da Delegacia da Mulher, pavimentação de ruas e melhorias no transporte público. Após o recebimento, as solicitações são encaminhadas aos órgãos responsáveis.
Serviço: Atendimento da Promotoria Itinerante
- Quando: segunda a quinta-feira, das 8h às 12h
- Onde: Praça em frente à Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Principal do Alto da Esperança
- Abrangência: Alto da Esperança e comunidades vizinhas (Ilha dos Pretos, Tamancão, Res. Taguatur, Res. Ana Jansen etc.)
O que diz a Prefeitura
Até a conclusão desta matéria, não houve retorno da Semosp aos questionamentos sobre prazos e ações emergenciais para a Travessa Turu. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.






