O Brasil segue acelerando a digitalização dos pagamentos. Dados do Banco Central mostram que o Pix respondeu por 47% das transações no último trimestre de 2024. Mesmo com a hegemonia do sistema instantâneo, os cartões continuam em ascensão: no acumulado de 2024, as operações de crédito cresceram 11% e as de débito, 2,5%.
No Nordeste, o movimento é ainda mais intenso. No Maranhão, informações do Sicredi apontam que as transações com cartões (crédito e débito) subiram 45% em agosto de 2025 na comparação anual, somando R$ 8,8 milhões no mês. A expansão é puxada pelo avanço das maquininhas que hoje aceitam débito, crédito e Pix, além de pagamentos por aproximação (NFC) — diretamente no cartão ou no celular.
“O aumento do uso de maquininhas e pagamentos digitais no Nordeste mostra a evolução dos negócios locais para o ambiente online. Isso moderniza meios de pagamento, facilita transações e amplia a inclusão de segmentos econômicos”, afirma Jussara Marques, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste.
O que está impulsionando o salto
- Adoção massiva do Pix e de suas funções avançadas;
- Carteiras digitais integradas a apps bancários;
- Contactless em alta, com soluções como Tap on Phone (o celular do lojista vira ponto de venda);
- Maquininhas compatíveis com múltiplos meios (cartão + Pix + NFC);
- Foco crescente em segurança e agilidade nas transações.
Para Jussara, a tendência é de profundar a digitalização financeira no Nordeste e reduzir o uso de dinheiro vivo. Instituições financeiras e o BC devem seguir lançando ferramentas práticas e integradas ao dia a dia — do pagamento ao e-commerce, com opções como cartões, Pix e boletos, além de internet banking e aplicativos para gestão completa das operações.






