Operação “Fantasmas da Trilha” mira quadrilha de ataques a carros-fortes no MA e PA

Ação da Polícia Civil cumpre 19 ordens judiciais, apreende arsenal e prende PM por posse de arma de uso restrito.
Operação “Fantasmas da Trilha” mira quadrilha de ataques a carros-fortes no MA e PA
Quadrilha armada é suspeita de ataques a instituições financeiras e empresas de transporte de valores (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira (12), a Operação Fantasmas da Trilha para desarticular uma quadrilha armada suspeita de ataques a instituições financeiras e empresas de transporte de valores.

A ofensiva foi coordenada pelo Departamento de Combate a Roubos a Instituições Financeiras (DCRIF), da Seic, com apoio de unidades das polícias Civil e Militar do Maranhão e do Pará.

Segundo as investigações, o grupo é apontado como responsável pelo ataque a um carro-forte da Prosegur em agosto, no município de Carolina (MA), quando criminosos fortemente armados interceptaram o veículo e houve troca de tiros com vigilantes na zona rural.

Mandados e prisões

  • 8 mandados de prisão temporária cumpridos;
  • 1 determinação de tornozeleira eletrônica;
  • 10 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos, está um policial militar do 12º BPM de Estreito (MA), autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Um funcionário da Prosegur também foi preso temporariamente: a Polícia Civil apura indícios de vínculo com a quadrilha e auxílio logístico nas ações.

Apreensões

As diligências resultaram na apreensão de:

  • Um fuzil calibre 5.56;
  • Uma espingarda, uma pistola e dois revólveres (um deles com numeração raspada);
  • Grande quantidade de munições;
  • Aparelhos celulares e outros materiais de interesse da investigação.
Armas e munições apreendidas com a quadrilha (Foto: Divulgação)

Força-tarefa

A operação mobilizou cerca de 80 agentes das seguintes unidades: DCRIF e DCRC/Seic, Delegacia Regional de Imperatriz, Denarc de Imperatriz, Delegacia de São Raimundo das Mangabeiras, Delegacia Regional de Balsas, BOPE e DIAE/PMMA, além da Polícia Civil do Pará e do NAI Marabá (PCPA).

Outros investigados seguem foragidos, e as equipes continuam em diligências para cumprir as ordens judiciais remanescentes e aprofundar a apuração sobre a cadeia de apoio aos ataques.