O Brasil passou com autoridade pelo teste mais difícil da era Carlo Ancelotti até aqui. Neste sábado, no Emirates Stadium, em Londres, a Seleção venceu Senegal por 2 a 0 em amistoso de alto nível, com gols de Estêvão e Casemiro ainda no primeiro tempo. O resultado quebra um tabu: foi a primeira vitória brasileira sobre os senegaleses na história, em três confrontos já disputados.
O time brasileiro volta a campo na próxima terça-feira, quando encerra o calendário de 2025 em amistoso contra a Tunísia, às 16h30 (de Brasília), no estádio Decathlon, em Lille, na França.
Domínio no primeiro tempo, controle no segundo
Diante de uma seleção que não perdia há mais de dois anos, o Brasil conseguiu impor ritmo, intensidade e organização, especialmente na etapa inicial. A equipe criou várias chances, encaixou bem a marcação e praticamente não permitiu que Senegal levasse perigo.
O placar foi aberto aos 28 minutos, em grande atuação de Estêvão, que confirmou a boa fase com mais um gol sob o comando de Ancelotti. Pouco depois, aos 35, Casemiro aproveitou a pressão brasileira e ampliou, consolidando a superioridade da Seleção nos 45 minutos iniciais.
No segundo tempo, o confronto ficou mais equilibrado. Senegal adiantou as linhas, o Brasil reduziu o ritmo e passou a controlar mais o jogo do que a forçar o ataque. As chances claras diminuíram para os dois lados, mas a Seleção manteve a solidez defensiva e administrou a vantagem com segurança.
Defesa segura e susto com Gabriel Magalhães
Um dos pontos altos da atuação foi o setor defensivo. Com o retorno de Éder Militão ao time, o Brasil voltou a apresentar segurança atrás, algo cobrado após os três gols sofridos no segundo tempo contra o Japão no amistoso anterior.
Um dos destaques da noite, o zagueiro Gabriel Magalhães precisou ser substituído aos 17 minutos da etapa final, após sentir um incômodo no músculo adutor da coxa direita. Ele deixou o campo andando, e a CBF informou que o jogador iniciou tratamento ainda em Londres e será reavaliado neste domingo.
Ancelotti elogia atuação e exalta Estêvão
Na entrevista coletiva após o jogo, Carlo Ancelotti não escondeu a satisfação com o desempenho da Seleção, sobretudo pela postura defensiva contra um adversário forte fisicamente e tecnicamente.
“Foi um jogo muito bonito. Com sacrifício e concentração em nível defensivo. Gostei do trabalho feito, do sacrifício, dessa ideia de jogo que queríamos fazer bem, com qualidade, concentrados defensivamente, e todos os jogadores trabalharam muito bem. Muita pressão na primeira parte, controle na segunda, porque não precisávamos da pressão tão alta como na primeira. A qualidade dos jogadores na frente fez a diferença”, avaliou o treinador.
Artilheiro da era Ancelotti, Estêvão voltou a ser decisivo e vem ganhando cada vez mais espaço com o técnico italiano, que rasgou elogios ao jovem atacante do Chelsea:
“É uma surpresa ver um jogador tão jovem com esse tipo de talento. Ele é muito preciso e muito contundente. O Brasil, com ele, tem um futuro garantido”, afirmou Ancelotti.
Balanço da era Ancelotti e próximo compromisso
Com a vitória sobre Senegal, Carlo Ancelotti chegou à quarta vitória em sete jogos à frente da Seleção Brasileira. O retrospecto até aqui é de triunfos contra Senegal, Chile, Coreia do Sul e Paraguai, além de um empate com o Equador e derrotas para Bolívia e Japão.
Na próxima terça-feira, o Brasil fecha a agenda de 2025 diante da Tunísia, às 16h30 (horário de Brasília), em Lille. O amistoso será mais uma oportunidade para Ancelotti ajustar a equipe, testar peças e consolidar ideias de jogo antes dos desafios mais pesados que virão pela frente.






