Paralisação da empresa 1001 deixa bairros de São Luís sem ônibus na véspera de Natal

Rodoviários cruzaram os braços por atraso de salários, 13º e tíquete-alimentação; cerca de 30% da frota da capital foi impactada
Greve dos rodoviários chega ao terceiro dia com ônibus parados na Grande São Luís
Greve completa três dias na Grande São Luís, apesar de liminar da Justiça do Trabalho que exige circulação parcial (Foto: Reprodução)

Usuários do transporte público de São Luís enfrentaram dificuldades na manhã desta quarta-feira (24), véspera de Natal, após a paralisação dos ônibus da empresa 1001. A suspensão das atividades foi motivada por novos atrasos no pagamento de salários e benefícios dos rodoviários, afetando diretamente dezenas de bairros da capital.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), a empresa 1001 ainda não quitou salários, 13º salário e tíquete-alimentação dos funcionários. Diante do impasse, nenhum veículo saiu da garagem localizada no bairro da Forquilha

A paralisação compromete aproximadamente 30% da frota de ônibus de São Luís. Entre os bairros atingidos estão Ribeira, Tibiri, Cohatrac, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Isabel Cafeteira, Forquilha e Ipem Turu, além de outras localidades da região metropolitana.

Na véspera do movimento, o sindicato já havia alertado sobre a possibilidade de paralisação. Segundo a entidade, ofícios foram encaminhados à Superintendência Regional do Trabalho (SRT), à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), à Secretaria de Estado de Transporte (SET) e à Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), comunicando o risco de interrupção do serviço.

O cenário se agrava após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que determinou, no último dia 18, a retirada de 52 ônibus da frota da 1001 por inadimplência no contrato de locação. Os veículos pertenciam à locadora paulista Golden Conton e foram devolvidos por ordem judicial.

A empresa já havia enfrentado uma greve no mês de novembro, quando os rodoviários permaneceram 12 dias parados pelo mesmo motivo: atraso de salários e benefícios. Na ocasião, a circulação só foi retomada após repasse de subsídio da Prefeitura ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região.