A greve dos rodoviários de São Luís foi encerrada na manhã deste domingo (28), após cinco dias de paralisação do transporte público. O fim do movimento ocorreu depois de uma reunião entre representantes dos trabalhadores, das empresas e do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), realizada na sede da empresa 1001/Expresso Rei de França.
Com o acordo firmado, as linhas que estavam paralisadas tiveram a operação normalizada de forma imediata. Os rodoviários escalados para o segundo turno deste domingo já retornaram às atividades, restabelecendo o funcionamento integral do sistema.
A paralisação teve início no dia 24 de dezembro e atingiu as empresas 1001/Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, que integram o Consórcio Via SL. O movimento foi motivado por atrasos no pagamento do 13º salário, adiantamentos salariais, férias e tíquete-alimentação.
Entre os principais pontos definidos na negociação estão o retorno imediato das operações, a garantia de pagamento integral dos dias parados e a criação de uma comissão de trabalhadores para acompanhar diariamente a arrecadação das empresas por meio da bilhetagem eletrônica. O acordo também prevê a homologação no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), com o encerramento das disputas judiciais relacionadas à greve.
Ficou estabelecido ainda que não haverá descontos nos salários nem nos tíquetes-alimentação referentes aos dias de paralisação na folha de pagamento de dezembro. O SET e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) irão comunicar oficialmente o acordo à Justiça do Trabalho para a baixa dos processos em andamento.
A crise financeira do Consórcio Via SL, segundo o sindicato patronal, teria sido provocada pelo bloqueio de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís. De acordo com o SET, o município deixou de repassar cerca de R$ 548 mil referentes ao mês de novembro, valor que teria sido retido para compensar gastos com transporte por aplicativo durante greves anteriores. A prefeitura, por sua vez, sustenta que houve inexecução contratual grave por parte das empresas.
Diante do impasse, o prefeito Eduardo Braide (PSD) anunciou, na sexta-feira (26), a intenção de solicitar a abertura de um processo de caducidade contra o Consórcio Via SL, o que pode resultar na rescisão do contrato de concessão. Segundo o gestor, a administração municipal já busca uma nova operadora para assumir as linhas afetadas.
Decisão judicial relacionada ao caso também determinou que a Secretaria de Segurança Pública auxilie no cumprimento das medidas e que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes informe ao tribunal, a cada dois dias, a quantidade de ônibus em circulação na capital.






