Acusado de matar vizinha a golpes de foice será julgado pelo Tribunal do Júri

Crime ocorreu diante dos filhos da vítima; réu alegava suspeitas de “bruxaria” e já responde a outros processos criminais.
Acusado de matar vizinha a golpes de foice será julgado pelo Tribunal do Júri
Widegilson foi preso acusado de matar Mailane Rego em Imperatriz (Foto: Divulgação)

O homem identificado como Widegilson Martins de Sousa será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de sua vizinha, Mailane Rego da Silva, morta de forma brutal no bairro Jardim Planalto, em Imperatriz. A decisão foi tomada durante audiência de instrução e julgamento realizada no último dia 15 de janeiro, no novo fórum da cidade.

Widegilson é acusado de homicídio qualificado. Segundo a investigação, o crime aconteceu na manhã de 9 de outubro de 2025, por volta das 7h28, quando a vítima saía de casa para levar os filhos à escola. Ela foi surpreendida com golpes de foice, na frente das crianças, tentou buscar abrigo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a denúncia, o acusado acreditava que Mailane e sua família praticavam “macumba” contra ele e que isso estaria destruindo sua vida. Dias antes do crime, Widegilson teria ido até a casa da vítima, batido violentamente no portão e feito ameaças, dizendo que seria “a última vez” que avisava para que parassem com a suposta bruxaria.

Histórico criminal e prisão mantida

Ainda conforme os autos do processo, Widegilson já responde a outros procedimentos criminais, incluindo acusações de estupro, ameaça, violação de domicílio e discriminação contra pessoa idosa. Também havia um pedido de medida protetiva de urgência em seu desfavor antes do homicídio.

Na audiência, o juiz responsável decidiu manter a prisão preventiva do acusado, entendendo que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. Com a decisão de pronúncia, encerra-se a primeira fase do processo, que confirma o envio do caso ao Tribunal do Júri.

A defesa terá o prazo legal de cinco dias para apresentar recurso. Caso não haja contestação, será marcada a data da sessão de julgamento, quando o réu será levado a júri popular.

Prisão após o crime

Após o assassinato, Widegilson, de 56 anos, foi localizado e preso horas depois por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar do Maranhão. Ele foi encaminhado à Polícia Civil do Maranhão, onde foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça.