A pressão deu lugar ao alívio no Morumbis. Na noite deste sábado, o São Paulo teve atuação dominante no clássico diante do Santos, venceu por 2 a 0 e ganhou novo fôlego no Campeonato Paulista. Com superioridade numérica desde o fim do primeiro tempo, o Tricolor construiu a vitória com naturalidade, marcando com Tapia e Luciano logo no início da etapa final.
O resultado confirma o bom momento da equipe comandada por Hernán Crespo, que chegou ao segundo triunfo consecutivo na temporada. Após estrear com vitória no Brasileirão ao bater o Flamengo, o São Paulo agora respira também no estadual, chegando aos sete pontos e se afastando da zona de rebaixamento. O clube só não entrou no grupo dos classificados ao mata-mata por critérios de desempate.
Do outro lado, o Santos vive cenário oposto. A derrota ampliou a sequência negativa para seis jogos sem vitória em 2026, mantendo o Peixe sob pressão e próximo da parte inferior da tabela. Com seis pontos, o time santista vê o risco de aproximação da zona de rebaixamento crescer, já que o Noroeste, primeiro na degola, soma quatro.
O clássico começou equilibrado e truncado, com muita disputa física e pouca criatividade. O São Paulo controlou a posse de bola ao longo do primeiro tempo e passou a se impor com mais intensidade a partir dos 35 minutos, quando Gabriel Menino recebeu o segundo cartão amarelo após falta em Marcos Antônio e deixou o Santos com um jogador a menos.
Com vantagem numérica, Crespo ajustou o sistema defensivo, abriu mão da linha de três zagueiros e lançou Lucas Moura, aumentando a pressão ofensiva. A superioridade se transformou rapidamente em gols. Aos cinco minutos da etapa final, Tapia aproveitou rebote após duas defesas de Gabriel Brazão e abriu o placar.
Pouco depois, aos 11 minutos, Marcos Antônio fez belo passe para Luciano, que invadiu a área e finalizou rasteiro. O gol chegou a ser anulado por impedimento, mas foi confirmado após revisão do VAR, decretando o resultado no Morumbis. O Santos ainda tentou reagir em chute de Barreal, defendido por Rafael, mas sem forças para mudar o rumo do clássico.
Após o apito final, o jogo terminou cercado por reclamações contra a arbitragem. Sabino, do São Paulo, e Zé Rafael, do Santos, criticaram a condução do árbitro João Vitor Gobi, acusando-o de ter adotado postura inadequada durante a partida.






