Ônibus voltam a circular, mas sindicato faz cobrança para evitar nova paralisação

Rodoviários retomam atividades após acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão.
Ônibus voltam a circular, mas sindicato faz cobrança para evitar nova paralisação
Ônibus voltaram a circular em São Luís após oito dias de greve (Foto: Reprodução)

Os ônibus do sistema urbano de São Luís voltaram a circular na manhã deste sábado (7), encerrando — ao menos temporariamente — oito dias de paralisação total que deixaram 100% da frota fora de operação e impactaram milhares de usuários na capital maranhense.

A retomada ocorreu após acordo firmado na tarde de sexta-feira (6), em reunião realizada na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor. Participaram representantes do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís e do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que atuou como mediador.


Pagamento até terça é condição para evitar nova greve

Pelo que foi definido, os rodoviários retornaram imediatamente às atividades, garantindo a circulação normal dos coletivos neste sábado. No entanto, o acordo prevê prazo até a próxima terça-feira (10) para que os salários atrasados sejam quitados.

O presidente do STTREMA, Marcelo Brito, fez um alerta direto: caso o SET não efetue os pagamentos dentro do prazo estabelecido, o sistema de transporte público pode amanhecer completamente paralisado na quarta-feira (11).

A declaração reacende o clima de instabilidade no setor, mesmo com os ônibus já circulando pelas ruas da capital.


MP destaca impacto social e econômico

Segundo a promotora de Justiça Lítia Cavalcante, a prioridade foi garantir o retorno imediato do serviço para reduzir os prejuízos à população e ao comércio.

Durante a paralisação, trabalhadores enfrentaram dificuldades para se deslocar, o trânsito registrou aumento significativo e setores do comércio relataram queda no movimento.


Debate sobre subsídio segue em pauta

Paralelamente ao acordo emergencial, o Ministério Público ingressou com Ação Civil Pública pedindo a ampliação do subsídio por passageiro no sistema urbano — de R$ 1,35 para R$ 2,15.

De acordo com o órgão, o valor atual não cobriria os custos operacionais e poderia contribuir para novas crises recorrentes no transporte coletivo.

Auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Município em 2023 já havia apontado falhas contratuais e problemas estruturais na gestão do sistema.


📌 Contexto e próximos passos

Apesar da normalização neste sábado, o transporte público em São Luís ainda depende do cumprimento do acordo salarial para evitar nova interrupção. A próxima terça-feira (10) se tornou a data-chave para definir se a capital seguirá com o serviço funcionando ou enfrentará mais uma paralisação.


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