Demissões em massa atingem trabalhadores da 1001 e paralisam linhas em bairros da Grande Ilha

Situação da empresa de ônibus levanta preocupação sobre continuidade do transporte público em 15 regiões.
Empresa de ônibus 1001 decreta falência e paralisa linhas em bairros da Grande Ilha
Falência da empresa de ônibus 1001 provoca demissões e ameaça circulação do transporte público em diversos bairros (Foto: Reprodução)

A empresa de transporte coletivo Expresso Rei de França, conhecida como 1001, iniciou um processo de demissão em massa de funcionários, neste sábado, 21, provocando impacto imediato no sistema de transporte público da Grande São Luís. A medida coloca em risco a operação de linhas que atendem pelo menos 15 bairros da região metropolitana.

Durante a manhã, trabalhadores participaram de uma reunião interna na qual foram apresentados os termos de desligamento. Parte dos funcionários assinou acordos de demissão, embora a categoria afirme que nem todos os direitos trabalhistas serão quitados neste primeiro momento.

Até a última atualização, não havia posicionamento oficial da empresa sobre o encerramento das atividades.

Bairros afetados

Com a saída da empresa do sistema, passageiros de diversas regiões podem enfrentar dificuldades de deslocamento. Entre os bairros atendidos pelas linhas da 1001 estão:

  • Ribeira
  • Viola Kiola
  • Vila Itamar
  • Tibiri
  • Cohatrac
  • Parque Jair
  • Parque Vitória
  • Alto do Turu
  • Vila Lobão
  • Vila Isabel Cafeteira
  • Vila Esperança
  • Pedra Caída
  • Recanto Verde
  • Forquilha
  • Ipem Turu

Autoridades e operadores do transporte avaliam alternativas para garantir a continuidade do serviço e evitar prejuízos à população.

Histórico de crise e paralisações

A falência ocorre após meses de instabilidade financeira enfrentados pela empresa. Desde novembro de 2025, a 1001 acumulava atrasos salariais e dificuldades para manter benefícios como plano de saúde e tíquete-alimentação, situação que resultou em sucessivas greves dos rodoviários.

A primeira paralisação foi registrada em 14 de novembro de 2025 e durou 12 dias. Já em 26 de janeiro deste ano, motoristas voltaram a suspender totalmente a circulação da frota. Na véspera do Natal de 2025, outra greve também interrompeu o serviço por cinco dias, novamente motivada por falta de pagamentos.

A principal preocupação agora é evitar o colapso nas linhas operadas pela empresa e garantir alternativas de transporte para milhares de usuários que dependem diariamente do sistema coletivo na capital e municípios vizinhos.

Leia também