O deputado estadual Edson Araújo passou a cumprir, em São Luís, as medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça e estabelece uma série de restrições ao parlamentar enquanto avançam as investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Entre as determinações está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além da proibição de manter contato, por qualquer meio — incluindo telefone, aplicativos ou redes digitais — com outros investigados, testemunhas do processo e integrantes de entidades relacionadas aos setores da pesca e aquicultura.
A decisão também impede o deputado de deixar o município onde reside e o território nacional. Como parte das medidas, Edson Araújo deverá entregar o passaporte à Polícia Federal no prazo de 48 horas.
Outro ponto imposto pelo STF é o recolhimento domiciliar no período noturno e durante dias de folga. A circulação do parlamentar está autorizada apenas no trajeto entre sua residência e a sede da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), exclusivamente para o exercício das atividades parlamentares.
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Investigação da Polícia Federal
Edson Araújo é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que apura supostos descontos irregulares aplicados em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além da apuração federal, o parlamentar também foi alvo de denúncia encaminhada à Polícia Legislativa após supostas ameaças ao deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), integrante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no sistema previdenciário.
Movimentações financeiras sob análise
A quebra de sigilo bancário autorizada pela CPMI do INSS revelou movimentações financeiras expressivas em contas ligadas ao deputado maranhense.
Segundo os dados analisados pela comissão, Edson Araújo teria recebido R$ 54,9 milhões apenas no mês de junho de 2024. Já nos primeiros seis meses de 2025, o volume movimentado teria alcançado outros R$ 18,5 milhões.
Ao todo, mais de R$ 73 milhões movimentados em menos de um ano deverão ser esclarecidos pelo parlamentar no decorrer das investigações.






