A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca domiciliar contra dois investigados por participação em um esquema de estelionato conhecido como golpe do “falso advogado”. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), e teve como alvos endereços nos estados do Piauí e de São Paulo.
Segundo a polícia, as investigações começaram após o registro de um boletim de ocorrência feito por uma vítima residente no Maranhão. Ela relatou ter sido enganada por criminosos que se passaram pela advogada responsável por um processo judicial em seu nome.
De acordo com o relato, a vítima recebeu mensagens por meio de um aplicativo de conversas informando que havia vencido uma ação judicial e que teria direito a uma indenização. No entanto, para liberar o suposto valor, os criminosos afirmaram que seria necessário realizar transferências financeiras referentes ao pagamento de imposto de renda sobre a quantia.
Em seguida, a vítima recebeu uma chamada de vídeo feita por um homem que se apresentou falsamente como promotor de Justiça. Durante a conversa, ele encaminhou links fraudulentos que induziram a vítima a realizar novas transferências bancárias.
Ao todo, a vítima acabou transferindo R$ 96.487,34 para contas bancárias indicadas pelos criminosos.
Durante as investigações, o DCCT conseguiu identificar os titulares das contas utilizadas para receber os valores. Um dos investigados mora na cidade de São Paulo, enquanto o outro foi localizado em Parnaíba, no estado do Piauí. As apurações também apontaram que um dos alvos da operação possui diversas passagens policiais anteriores.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva dos investigados, além da expedição de mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário e cumpridas durante a operação realizada nesta quarta-feira.
De acordo com o DCCT, o esquema segue o mesmo padrão do chamado golpe do falso precatório ou falso advogado, uma modalidade de fraude que tem se espalhado pelo país e costuma atingir principalmente aposentados, pensionistas e servidores públicos. Os criminosos utilizam informações obtidas ilegalmente em sistemas judiciais para identificar processos reais e dar aparência de legitimidade ao golpe.
Orientação à população
A Polícia Civil orienta que a população desconfie de contatos inesperados por telefone ou aplicativos de mensagens que prometam a liberação de indenizações, precatórios ou valores judiciais mediante pagamento antecipado de taxas ou impostos.
Em caso de dúvida, a recomendação é procurar diretamente o advogado responsável pelo processo ou entrar em contato com o tribunal por meio de canais oficiais. Suspeitas de golpe podem ser comunicadas à delegacia mais próxima ou registradas por meio das plataformas digitais da Polícia Civil.






