PF investiga suposta perseguição a ministro do STF em São Luís

Ação apura possível crime de stalking contra o ministro Flávio Dino, e teve como alvo um blogueiro da capital.
PF investiga suposta perseguição a ministro do STF em São Luís
PF fez busca em São Luís em investigação sobre perseguição a ministro do STF (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu, na terça-feira (10), um mandado de busca e apreensão no município de São Luís no âmbito de uma investigação que apura o possível cometimento do crime de perseguição (stalking) contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, a investigação teve início após representação apresentada pelo próprio ministro à polícia. A apuração envolve a publicação de matérias em um blog de notícias que, segundo os investigadores, podem caracterizar, em tese, o crime de perseguição.

Embora o release oficial da Polícia Federal não cite o nome do investigado, o Portal VB apurou que o alvo da operação seria o blogueiro Luís Pablo.

Segundo as informações levantadas pela reportagem, o caso envolve publicações feitas no blog nas quais o ministro Flávio Dino foi acusado de utilizar, de forma irregular, um veículo pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para uso particular.

Em uma das postagens, o blog afirma que o veículo citado integra o conjunto de quatro unidades do modelo Toyota SW4 blindadas adquiridas pelo TJMA com recursos do Fundo Especial de Segurança do Judiciário Estadual (FUNSEG-JE). O fundo foi criado pela Lei Complementar nº 164/2014 e tem como finalidade custear ações relacionadas à segurança institucional de magistrados e às atividades do Judiciário estadual.

Na publicação, datada de 20 de novembro de 2025, o blog também afirma que enviou e-mails ao ministro Flávio Dino e ao presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Fróz Sobrinho, solicitando esclarecimentos sobre o caso. Segundo o site, não houve resposta aos questionamentos apresentados.

A reportagem do Portal VB também entrou em contato com as partes citadas na investigação e mantém o espaço aberto para manifestação ou esclarecimentos.

A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o andamento das investigações.