Um novo recorte da pesquisa Genial/Quaest revela que o eleitor brasileiro ainda está dividido na corrida presidencial: 56% afirmam já ter uma escolha definitiva, enquanto 43% admitem que podem mudar de candidato até o pleito.
Entre os eleitores que declaram intenção de voto no presidente Lula (PT), 67% dizem estar decididos, enquanto 31% ainda consideram alterar a escolha. Já entre os que se inclinam a votar em Flávio Bolsonaro (PL), 63% afirmam ter decisão consolidada, e 36% admitem possível mudança.
Outros nomes apresentam maior volatilidade. Entre os que citam Ratinho Jr (PSD), a maioria (56%) ainda pode mudar de posição. No caso de Romeu Zema (Novo), a indefinição é ainda maior: 67% dos eleitores consideram trocar de candidato, enquanto apenas 33% dizem estar decididos.
Entre aqueles que pretendem votar em branco, nulo ou não votar, 60% reconhecem que podem rever a decisão, enquanto 39% afirmam que não pretendem mudar.
Perfil de quem pode mudar o voto
A pesquisa também identificou os grupos mais suscetíveis à mudança. Entre eles, destacam-se:
- Mulheres (49%)
- Jovens de 16 a 34 anos (52%)
- Eleitores com ensino superior (48%)
- Moradores da região Sudeste (48%)
Por outro lado, há segmentos com maior estabilidade na escolha eleitoral. Entre eles:
- Homens (62%)
- Moradores do Nordeste (64%)
- Pessoas entre 36 e 59 anos e acima de 60 anos (59%)
- Eleitores com ensino fundamental (57%)
Renda influencia decisão
O levantamento também aponta diferenças conforme a renda. Entre os que recebem até dois salários mínimos, 60% dizem ter voto definido. Já entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, esse percentual é de 57%.
A maior abertura para mudança aparece entre eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos, com 47% admitindo que podem trocar de candidato.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de março, e possui margem de erro de dois pontos percentuais.






