Arqueólogos acreditam ter encontrado, no subsolo de uma igreja na cidade de Maastricht, na Holanda, os restos mortais de D’Artagnan, figura histórica que inspirou o clássico da literatura Os Três Mosqueteiros. A descoberta ocorreu durante obras na Igreja de São Pedro e São Paulo e pode esclarecer um mistério que perdura há mais de 350 anos.
Conhecido como Charles de Batz de Castelmore, o Conde D’Artagnan foi um mosqueteiro francês e aliado próximo do rei Luís XIV. Sua trajetória serviu de base para a obra de Alexandre Dumas, publicada em 1844, que eternizou o personagem como um dos nomes mais emblemáticos da literatura de aventura.
🔍 Descoberta durante obras
A ossada foi localizada por acaso após a remoção de lajes no interior da igreja. O diácono Jos Valke, que acompanhava a intervenção, encontrou uma estrutura incomum no subsolo e acionou um arqueólogo ao perceber a possibilidade de uma descoberta relevante.
O esqueleto estava enterrado abaixo do local onde ficava o altar da igreja há cerca de dois séculos. Segundo Valke, há “99% de certeza” de que os restos pertencem a D’Artagnan. Entre os indícios estão uma bala de mosquete, que pode ter causado a morte, e uma moeda datada de 1660 encontrada no túmulo.
🧬 Testes de DNA devem confirmar identidade
Para confirmar a hipótese, amostras do material serão analisadas em um laboratório na Alemanha. Os resultados serão comparados ao DNA de um possível descendente vivo do mosqueteiro, residente na França.
Historicamente, D’Artagnan morreu em 1673, durante o cerco de Maastricht, na Guerra Franco-Holandesa, após ser atingido por um disparo de mosquete na região do pescoço. A localização exata de seu sepultamento, no entanto, sempre foi incerta.
🎭 Legado na cultura
A figura de D’Artagnan atravessou séculos e ganhou inúmeras adaptações no cinema, teatro e televisão. Ao lado de Athos, Porthos e Aramis, ele se tornou símbolo de coragem e lealdade, mesmo sendo, originalmente, o “quarto mosqueteiro”.

Ao longo das décadas, o personagem foi interpretado por atores como Gene Kelly, Gabriel Byrne, Chris O’Donnell e Rodrigo Santoro. A adaptação mais recente para o cinema foi dirigida por Martin Bourboulon, em uma produção francesa dividida em duas partes.
Agora, com a possível identificação de seus restos mortais, a história de D’Artagnan ganha um novo capítulo, unindo arqueologia e literatura em uma descoberta que pode reescrever parte da memória histórica europeia.
Redação / Monet






