Corpo encontrado em Portugal é identificado como maranhense desaparecida há 9 meses

Família tenta arrecadar recursos para traslado e realização do funeral no Maranhão.
Corpo encontrado em Portugal é identificado como maranhense desaparecida há 9 meses
Francisca Maria dos Santos estava desaparecida há cerca de nove meses (Foto: Reprodução)

A Polícia Judiciária de Portugal confirmou que os restos mortais encontrados em fevereiro deste ano, na região de Viseu, pertencem à maranhense Francisca Maria dos Santos, de 44 anos, que estava desaparecida há cerca de nove meses.

A identificação foi possível após a conclusão do exame de autópsia realizado pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. O corpo havia sido localizado no dia 26 de fevereiro, na localidade de Tabuaço, município onde Francisca residia.

Com a confirmação oficial e após autorização do Ministério Público do Tribunal de Moimenta da Beira, a família foi liberada para iniciar os procedimentos de velório e sepultamento. No entanto, os parentes pretendem trazer o corpo para o Brasil. Segundo o irmão da vítima, Antônio José, está sendo organizada uma campanha para arrecadar recursos que viabilizem o traslado até o Maranhão.

Francisca foi vista pela última vez em 20 de junho do ano passado, nas proximidades de sua residência, em Tabuaço. De acordo com relatos, ela teria saído de casa à noite para descartar lixo em uma lixeira pública e não retornou. Próximo ao local onde os restos mortais foram encontrados, foram localizados objetos pessoais, como chaves e um par de tênis.

Natural do povoado Nova Esperança, no município de São Bernardo (MA), Francisca vivia em Portugal há cerca de quatro anos, onde trabalhava como cozinheira. Familiares afirmam que ela mantinha contato frequente por videochamadas e demonstrava estar adaptada à rotina no país.

O desaparecimento foi registrado no dia seguinte pelo companheiro da vítima, que acionou as autoridades. O caso também chamou atenção após o irmão viajar a Portugal para acompanhar as investigações, chegando a criticar a condução inicial das buscas.

A Polícia Judiciária segue investigando as circunstâncias da morte.