O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou nesta segunda-feira (6) o cadastro nacional de empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos, elevando o total para cerca de 613 empregadores em todo o país.
Os novos registros resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em diferentes estados, com ocorrências entre 2020 e 2025. Entre os setores mais recorrentes estão serviços domésticos, pecuária, agricultura e construção civil.
Entre os nomes que chamaram atenção nesta atualização estão o cantor Amado Batista e a montadora BYD, envolvidos em casos distintos investigados pelas autoridades trabalhistas.
📍 Veja os principais registros no Maranhão
No Maranhão, a atualização reúne empregadores ligados principalmente a atividades rurais, produção de carvão vegetal e exploração agropecuária. Confira alguns dos casos listados:
- Amaterra Indústria LTDA – registros em São Raimundo das Mangabeiras e São Félix de Balsas
- Antonio Marcone Queiroz Coutinho – zona rural de São Francisco do Maranhão
- Bruno Rogerio Portela Figueiredo LTDA – zona rural de São Francisco do Maranhão
- Cleomilson Carneiro de Miranda – produção de carvão vegetal em Loreto
- Eduardo Amancio Alves – fazenda em Fortaleza dos Nogueiras
- Francisco Jackson dos Santos Neto – pedreira em Pastos Bons
- Hilo Rocha Guimarães Júnior – fazenda em Benedito Leite
- Helio Batista dos Santos – área rural em Açailândia
- I A C Brandão LTDA – produção de carvão em Mirador
- Jean Kassio Alves Souza – fazenda em Açailândia
- J C Construções e Imobiliária – registros em Buriti Bravo e Estreito
- Juscelino de Sousa Resende – fazenda em Açailândia
- Luis Martins de Sousa – propriedade em São Félix de Balsas
- Mata Fria Indústria e Comércio LTDA – ocorrências em Grajaú, Porto Franco e São Raimundo das Mangabeiras
- Natal Alves Barroso – pedreira em Riachão
- Miguel Pereira de Freitas – obra rural em Parnarama
- Mirador Indústria e Comércio de Carvão LTDA – área rural em São Raimundo das Mangabeiras
- Richel de Oliveira Brito – propriedade em Nova Colinas
- Reginaldo Alves Silva – zona rural de Alto Parnaíba
- Sebastiana da Silva Mergulhão – granja em Balsas
- Silvio Donizeth Vaz dos Santos – Fazenda Bom Jesus, BR-222, Km 15, Planalto Pequiá, zona rural, Açailândia/MA
- Valdenor Borges de Andrade – Assentamento São João, povoado Sítio Escuro, zona rural, Timon/MA
- Verinaldo Oliveira Milhomem – Fazenda Pasto Verde, zona rural, Amarante do Maranhão/MA
- Wangre Brito de Jesus – Fazenda BR-010, Km 1401, zona rural, Açailândia/MA
O espaço fica aberto para eventuais manifestações das defesas dos citados.
Casos de repercussão nacional
No caso da BYD, trabalhadores estrangeiros foram encontrados em condições precárias durante obras na Bahia, incluindo retenção de documentos e jornadas exaustivas. Já o cantor Amado Batista contesta as autuações e afirma que não houve resgate de trabalhadores em suas propriedades.
A chamada “lista suja” é divulgada semestralmente e funciona como um instrumento de transparência, reunindo empregadores autuados após fiscalização. A inclusão ocorre após decisão administrativa definitiva, e os nomes permanecem no cadastro por dois anos.
Nesta atualização, 225 empregadores também foram retirados da lista após cumprirem esse prazo.
Com informações de Rayane Moura — São Paulo






