A estudante maranhense Gianna Vitória Torres Santos, de 18 anos, natural de Caxias, foi aprovada com bolsa integral para o curso de Estudos Ambientais na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do país.
Filha de uma professora e de um funcionário público, Gianna cresceu interessada por temas ligados ao meio ambiente, política e sociedade. Ainda na infância, passou a observar de forma crítica os problemas enfrentados em sua cidade, como enchentes, queimadas e poluição. A realidade influenciou diretamente sua trajetória.
A partir dessa vivência, criou o projeto “Gi Naturalize”, iniciativa voltada à conscientização sobre injustiças ambientais e ao fortalecimento de comunidades afetadas por esses impactos. O projeto já alcançou mais de 500 pessoas e passou por cerca de oito escolas públicas de Caxias, promovendo rodas de conversa sobre mudanças climáticas, preservação ambiental e os efeitos da degradação ambiental no cotidiano.
A trajetória acadêmica da estudante também foi marcada por participação ativa em debates e iniciativas educacionais. Durante o período em que foi bolsista no Colégio São José, Gianna integrou discussões sobre clima e meio ambiente e participou de simulações da Organização das Nações Unidas (ONU), onde aprofundou seus conhecimentos e conquistou destaque em olimpíadas e competições escolares.
Além disso, atua como embaixadora das organizações Construindo o Futuro e Engajamundo, experiências que ampliaram sua atuação no campo social e político.
Para conquistar a vaga internacional, Gianna realizou prova de proficiência em inglês, manteve rotina de estudos independente e contou com o apoio do Prep Program, curso gratuito da Fundação Estudar voltado à preparação de estudantes brasileiros para universidades no exterior.
As aulas estão previstas para começar em agosto de 2026. Mesmo com a mudança para os Estados Unidos, a estudante pretende manter o projeto “Gi Naturalize” em atividade, utilizando o formato online para ampliar seu alcance.
Segundo ela, a experiência fora do país deve contribuir para novas perspectivas sobre os desafios ambientais. “As mudanças climáticas não se resumem ao derretimento de geleiras. Elas estão no calor extremo, nas queimadas e na falta de adaptação, afetando diretamente as comunidades”, afirma.
A expectativa é que o aprendizado adquirido no exterior fortaleça iniciativas locais e contribua para soluções mais conectadas à realidade das regiões impactadas.






