Operação Fio Cortado mira facção criminosa e bloqueia mais de R$ 600 mil no MA

Ação investiga atuação de advogado ligado ao grupo, atualmente custodiado no sistema prisional.
Operação Fio Cortado mira facção criminosa e bloqueia mais de R$ 600 mil no MA
Operação cumpriu prisões e bloqueou cerca de R$ 610 mil em bens e contas dos investigados (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Fio Cortado, com o objetivo de desarticular uma célula de uma organização criminosa considerada ultraviolenta e de atuação nacional. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado, vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

As investigações apontaram a existência de integrantes do grupo tanto na capital quanto no interior do estado, envolvidos na tomada de decisões estratégicas e na exploração do tráfico de drogas. Segundo a polícia, a organização movimentava valores elevados por meio de transações bancárias ligadas às atividades ilícitas.

Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o envolvimento de um advogado, que atuava como intermediário na transmissão de ordens de um líder da facção. Ele já se encontra preso.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária — incluindo o do advogado investigado — e cinco mandados de busca e apreensão. Também foi determinado pela Justiça o bloqueio de aproximadamente R$ 610 mil em contas ligadas ao grupo. Além disso, veículos e objetos adquiridos com recursos ilícitos foram apreendidos.

As ações ocorreram em São Luís e no município de Chapadinha, com apoio de equipes especializadas, como o Departamento de Combate ao Roubo de Cargas (DCRC), o Grupo de Resposta Tática (GRT) e o Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF).

A Operação Fio Cortado integra ainda o cronograma da Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi). A iniciativa busca fortalecer a atuação conjunta das polícias civis em todo o país no combate ao crime organizado.