A Justiça decretou, nesta quinta-feira (7), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e do policial militar Micael Bruno Lopes Santos, investigados por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A decisão foi tomada após representação da Polícia Civil, que conduz as investigações do caso.
Na quarta-feira (6), equipes da Polícia Civil estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi localizada no imóvel. Segundo os investigadores, apenas uma funcionária estava no local e teria sido chamada às pressas para assumir o serviço doméstico.
O caso é apurado pela 21ª Delegacia do Araçagy, após a jovem registrar boletim de ocorrência denunciando agressões físicas e ameaças. Conforme o relato prestado à polícia, ela teria sido atacada depois de ser acusada pela ex-patroa de furtar joias da residência.
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A vítima afirmou que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e murros, além de ter sido derrubada no chão durante as agressões. Grávida de cinco meses, ela disse que tentou proteger a barriga enquanto era atacada.
Segundo o depoimento, a empresária passou horas procurando um anel desaparecido dentro da casa. O objeto teria sido encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas. Mesmo após a localização da joia, as agressões teriam continuado.
A jovem também relatou ter sido ameaçada de morte caso denunciasse o caso às autoridades. Em um dos trechos do depoimento, afirmou que “foi sem parar” e que os envolvidos “não se importavam”.
Outro ponto investigado pela polícia é a participação de um homem ainda não identificado. Conforme a denúncia, ele teria ido até a residência para pressionar a vítima com violência. A doméstica descreveu o suspeito como um homem “alto”, “forte” e “moreno”.
A Ordem dos Advogados do Brasil classificou o episódio como possível caso de tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.
Por meio de nota, Carolina Sthela afirmou que está colaborando com as investigações e que apresentará sua versão “no momento oportuno”. A empresária declarou ainda repudiar qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na manifestação, ela também pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o inquérito estiver em andamento e afirmou que familiares vêm sofrendo ataques e ameaças nas redes sociais.






