Maranhão registra 943 internações por síndromes respiratórias graves

Baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde diante do avanço de influenza e Covid-19 no estado.
Maranhão registra 943 internações por síndromes respiratórias graves
Crianças e pessoas não vacinadas estão entre os grupos mais afetados (Foto: Divulgação)

O Maranhão registrou 943 internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) entre janeiro e abril deste ano, segundo dados divulgados pelo painel Monitora Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão.

Entre os casos contabilizados no período, 230 foram provocados por influenza. Crianças, adolescentes e pessoas sem vacinação estão entre os grupos mais atingidos pelas complicações respiratórias.

Os números mostram que 641 internações envolveram pacientes de até 15 anos de idade. Destas, 171 tiveram relação direta com quadros de influenza.

Outro dado que chama atenção é o número de mortes associadas às doenças respiratórias. Segundo a SES, somente em 2025, o Maranhão registrou 2.421 óbitos relacionados a pneumonia e influenza. Entre essas mortes, 28 tiveram ligação com infecções associadas à Covid-19.

O médico infectologista Bernardo Wittlin afirmou que os casos mais graves continuam concentrados, principalmente, entre pessoas não imunizadas.

“Os casos graves de Covid-19 que ainda observamos hoje, em geral, envolvem pacientes não vacinados”, explicou o especialista.

Vacinação abaixo do esperado

A cobertura vacinal contra a influenza segue baixa entre os grupos prioritários no Maranhão.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, apenas 25% do público-alvo recebeu a vacina neste ano, o equivalente a cerca de 384 mil pessoas imunizadas.

Entre as crianças, consideradas grupo de risco para complicações respiratórias, foram aplicadas aproximadamente 118 mil doses, resultando em cobertura vacinal de 21,99%.

Já entre os idosos, a imunização alcançou 26,27% do público previsto, o que representa cerca de 236 mil vacinados.

As gestantes apresentam o melhor índice proporcional até o momento, com cobertura de 41,45%, totalizando mais de 28 mil doses aplicadas.

A SES reforça a importância da vacinação para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas por influenza e Covid-19.