Uma operação da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) desarticulou uma rinha de galos na tarde do último sábado (11), no povoado Piranhas, zona rural de Timon. A ação resultou na prisão do proprietário do imóvel onde as disputas eram realizadas, além do resgate de dezenas de aves mantidas em situação de maus-tratos.
De acordo com a PM, cerca de 60 pessoas participavam da atividade clandestina quando as equipes chegaram ao local.
Operação começou após denúncia
A ação foi realizada por policiais do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM) e da 1ª Companhia Independente de Motopatrulhamento Tático (1ª CIMT), após uma denúncia encaminhada ao Serviço de Inteligência da corporação.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a rinha em pleno funcionamento. No local, foram apreendidos 59 galos, uma gaiola utilizada nas lutas e uma arma de fabricação artesanal.
O proprietário foi preso em flagrante e conduzido à Central de Flagrantes de Timon.
Participantes fugiram para área de mata
Com a chegada da polícia, parte dos participantes conseguiu fugir por uma área de mata próxima ao imóvel antes de ser abordada.
As pessoas identificadas durante a operação tiveram os dados coletados e poderão responder a investigações conduzidas pela Polícia Civil por suposta participação na prática criminosa.
Durante a fuga, um dos participantes sofreu um ferimento na perna direita. Ele foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para uma unidade de saúde.
Aves apresentavam sinais de maus-tratos
Segundo a Polícia Militar, os galos resgatados apresentavam diversos ferimentos compatíveis com a prática de rinhas.
Quatro aves morreram na manhã deste domingo (12) em decorrência da gravidade das lesões sofridas antes da operação.
Os demais animais foram encaminhados aos órgãos competentes, que ficarão responsáveis pelos cuidados e destinação adequada.
Proprietário responderá por dois crimes
O responsável pelo imóvel foi autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos contra animais e posse ilegal de arma de fogo.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar todos os envolvidos na organização e participação da rinha clandestina.






