A Polícia Civil do Maranhão trabalha com a hipótese de que uma disputa entre facções criminosas tenha motivado o ataque que terminou com a morte de Samira Costa Correia, grávida de três meses, e do filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, na zona rural de São João Batista, na Baixada Maranhense.
Segundo as investigações, o verdadeiro alvo da ação criminosa seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai da criança. A suspeita é de que ele teria rompido com a organização criminosa da qual fazia parte ou migrado para um grupo rival, fato que teria motivado uma represália.
Polícia aponta vingança por rompimento com facção
De acordo com o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), os criminosos foram até o povoado para localizar Josef.
Como ele não foi encontrado, os familiares que estavam na residência acabaram sendo atacados.
Segundo o delegado, as informações levantadas até o momento indicam que a ação teve caráter de vingança.
Josef já foi ouvido pela Polícia Civil, mas a SSP-MA não informou em que condição ele prestou depoimento nem divulgou outros detalhes para preservar o andamento das investigações.
Dois investigados morreram durante operações
As forças de segurança já identificaram parte dos envolvidos no ataque.
Durante as buscas realizadas na região, Joelson Braga Araújo morreu em confronto com equipes policiais. Conforme a SSP-MA, ele utilizava tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
Horas depois, outro investigado, David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, também morreu durante uma troca de tiros com policiais. Segundo a secretaria, ele possuía antecedentes criminais e já havia sido preso anteriormente.
As operações seguem na Baixada Maranhense para localizar os demais suspeitos.
Leia mais
Homem conduzido à delegacia foi liberado
A Polícia Civil também esclareceu a situação de Mateus Costa Pinheiro, que havia sido conduzido para prestar esclarecimentos durante a operação policial.
Segundo o delegado Ederson Martins, não foram encontrados elementos que comprovassem sua participação no ataque, razão pela qual ele foi colocado em liberdade.
A autoridade policial explicou que a legislação impede a realização de prisão em flagrante quando não há indícios suficientes da prática do crime.
Com isso, a Polícia Civil descartou o envolvimento de Mateus Costa Pinheiro na ação criminosa.
Ataque mobilizou cerca de 15 criminosos
O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (11), no povoado Olho d’Água dos Bodes.
As investigações apontam que aproximadamente 15 homens armados invadiram a residência onde estavam Samira e o filho. Após efetuarem diversos disparos, os criminosos incendiaram o imóvel.
Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados.
Durante a perícia, equipes da Polícia Militar recolheram aproximadamente 100 cápsulas de munições de diferentes calibres, entre eles 9 mm, .38, .40 e calibre 12.
Exames vão esclarecer dinâmica das mortes
A Polícia Científica ainda trabalha para definir se as vítimas morreram em consequência dos disparos ou do incêndio provocado pelos criminosos.
Como os corpos ficaram carbonizados, foi necessário realizar exame de DNA para confirmar oficialmente as identidades e permitir a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a SSP-MA, a coleta do material genético já foi concluída, mas ainda não há previsão para a conclusão dos laudos periciais.
Enquanto isso, as investigações continuam para identificar e prender todos os envolvidos no ataque, considerado um dos crimes de maior repercussão registrados este ano na Baixada Maranhense.






