Maranhão cria 1.955 empregos formais em maio, segundo dados do Novo Caged

Jovens de 18 a 24 anos e mulheres lideraram o saldo de contratações no estado.
Maranhão cria 1.955 empregos formais em maio, segundo dados do Novo Caged
Três dos cinco principais grupos econômicos registraram crescimento no período (Foto: Divulgação)

O Maranhão encerrou maio de 2026 com saldo positivo de 1.955 empregos com carteira assinada. São Luís respondeu por 1.293 novos postos, o equivalente a aproximadamente 66% de todas as vagas abertas no estado durante o mês.

Os números são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Três dos cinco principais grupos econômicos registraram crescimento no período. Os dados oficiais confirmam o saldo de 1,9 mil empregos formais.

Serviços, Construção e Comércio impulsionam resultado

O setor de Serviços liderou a geração de empregos no Maranhão, com 913 novos postos. A Construção Civil abriu 795 vagas, enquanto o Comércio apresentou saldo positivo de 783 contratações.

Como a Agropecuária e a Indústria encerraram mais vínculos do que abriram, o saldo geral ficou em 1.955 empregos. Campestre do Maranhão, Bom Jesus das Selvas, Caxias e Paço do Lumiar também figuraram entre os municípios com resultados positivos. Os saldos por setor e município foram detalhados pelo levantamento.

As oportunidades se concentraram principalmente em atividades de atendimento, vendas, operação de caixa, apoio administrativo, logística e suporte operacional.

Mulheres ocupam maioria das novas vagas

As mulheres ficaram com 1.255 dos empregos gerados em maio, enquanto os homens responderam por 700. Os dois resultados somam exatamente o saldo estadual de 1.955 vagas.

O recorte por idade também revela a participação expressiva dos mais jovens. Trabalhadores de 18 a 24 anos apresentaram saldo de 1.856 vínculos, consolidando-se como a faixa etária com melhor desempenho no mês.

Pessoas com ensino médio completo também lideraram as contratações quando considerado o nível de escolaridade.

Primeiro emprego exige preparação

O crescimento das admissões de jovens amplia as oportunidades para candidatos sem experiência profissional. Programas de estágio e Jovem Aprendiz permanecem entre as principais portas de entrada no mercado formal.

Segundo a professora de Administração Camila Bittencourt, empresas também avaliam comportamento, responsabilidade, iniciativa e disposição para aprender. Cursos, trabalhos voluntários, conhecimentos de informática e projetos acadêmicos podem ser incluídos no currículo para demonstrar competências adquiridas fora do emprego formal.

A orientação é manter o currículo atualizado, pesquisar sobre a empresa antes da entrevista e acompanhar vagas em plataformas digitais, programas oficiais e redes profissionais.

Com informaçoes da Cores Comunicação