A Polícia Civil do Maranhão investiga a morte do cabo da Polícia Militar Bruno Lisboa Meireles, de 33 anos, ocorrida na noite de sexta-feira (24), no bairro Pindaí, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
Informações preliminares indicam que o policial se envolveu em uma briga com o irmão, João Victor Lisboa Alves, de 26 anos. Durante a confusão, João Victor teria tentado imobilizar Bruno, que perdeu a consciência.
O caso ocorreu na Rua do Alegrim, nas proximidades do Residencial Pôr do Sol. Após perceber que o irmão estava desacordado, João Victor o levou até a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Maiobão.
A equipe médica tentou prestar atendimento, mas confirmou que Bruno já estava morto.
Suspeita inicial de asfixia
O boletim policial registrou inicialmente a possibilidade de morte por asfixia. A investigação trabalha, de forma preliminar, com a hipótese de que o óbito tenha ocorrido durante uma tentativa de contenção.
Essa versão ainda não está confirmada. O exame cadavérico deverá apontar a causa da morte e verificar a existência de lesões que ajudem a esclarecer como ocorreu a briga.
Os investigadores também deverão ouvir testemunhas, analisar o local da ocorrência e confrontar os depoimentos com as conclusões da perícia.
Irmão apresentou-se à polícia
João Victor compareceu espontaneamente à polícia e prestou depoimento. Ele não foi autuado em flagrante e permanece na condição de investigado.
A apresentação voluntária, por si só, não encerra a apuração nem impede a adoção posterior de medidas cautelares. Qualquer pedido de prisão dependerá dos elementos reunidos pela Polícia Civil e de decisão judicial.
Até o momento, não há informação oficial sobre o que teria provocado a discussão entre os irmãos.
SHPP conduz investigação
O inquérito está sob responsabilidade da Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP). A unidade deverá apurar se a morte foi acidental durante a contenção ou se houve alguma conduta criminosa.
A definição jurídica do caso dependerá dos laudos periciais, dos depoimentos e das demais provas reunidas ao longo da investigação.
Bruno Lisboa Meireles era cabo da Polícia Militar do Maranhão e estava lotado no 43º Batalhão de Polícia Militar (43º BPM).






