A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quinta-feira (13), o segundo suspeito de envolvimento no assassinato de Ramon e do filho dele, Braian Willian, de 7 anos. Pai e filho foram mortos a tiros dentro de casa, na comunidade Vila Doutor Julinho, também conhecida como Vila São José, em São José de Ribamar.
O homem preso foi identificado como Ryan Felipe Ramos Márquez. A captura foi realizada por policiais da Seccional Leste, sob o comando do delegado Mesquita. Após a prisão, o investigado foi levado para a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), responsável pela apuração do caso.
Pai tentou proteger o filho durante ataque
O duplo homicídio ocorreu na noite do último sábado (8). Conforme as primeiras informações reunidas pela polícia, cinco homens armados teriam invadido a residência e encontrado as vítimas em um dos cômodos.
Ramon teria abraçado Braian para tentar protegê-lo quando os criminosos começaram a atirar. Os dois foram atingidos e morreram ainda no local.
Durante o trabalho pericial, foram encontrados 11 projéteis na residência. O material passará por exames para auxiliar na identificação das armas e na reconstituição da dinâmica do ataque.
Arma foi apreendida com primeiro suspeito
A primeira prisão relacionada ao caso ocorreu na segunda-feira (11). Durante buscas na residência do investigado, os policiais apreenderam uma pistola calibre .40 e 120 munições.
A arma será submetida a confronto balístico. O exame deverá indicar se ela foi utilizada no assassinato de Ramon e Braian.
Com a prisão de Ryan Felipe, dois suspeitos estão sob custódia. A Polícia Civil trabalha para localizar outros três ou quatro homens que também teriam participado da invasão.
Família contesta hipótese investigada
Uma das linhas apuradas pela SHPP considera a possibilidade de o ataque estar relacionado à disputa entre grupos criminosos rivais. A polícia ressalta, entretanto, que ele não possuía registro oficial de passagem por delegacias.
A hipótese é contestada pela família. A esposa de Ramon e mãe de Braian afirma que o companheiro não tinha qualquer envolvimento com facções. Segundo ela, o esposo era um homem trabalhador.
Segundo o delegado Henrique Mesquita, o crime pode ter sido uma “prova de fogo” para que o acusado fosse aceito em uma facção criminosa.
As investigações prosseguem para identificar todos os participantes, esclarecer a motivação e definir as circunstâncias do ataque que matou pai e filho.






