Aos 21 anos, brasileira é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Herdeira da WEG, Amelie Voigt Trejes tem fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão e não ocupa cargo executivo na multinacional.
Aos 21 anos, brasileira é a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes
Amelie Voigt Trejes, herdeira da WEG, é a bilionária mais jovem do mundo na lista de 2026 da Forbes (Foto: Divulgação)

A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, ocupa o posto de bilionária mais jovem do mundo na lista de 2026 da Forbes. Herdeira de uma participação na WEG, ela possui patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5,7 bilhões na cotação utilizada pelo ranking.

Amelie superou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim. Conforme a Forbes, a brasileira é aproximadamente três semanas mais jovem que ele. Ambos receberam fortunas construídas por suas famílias.

Quando o levantamento foi fechado, Amelie ainda tinha 20 anos. Nesta sexta-feira (28), uma nova publicação da revista destacou a catarinense, agora com 21, como a pessoa mais jovem entre os bilionários brasileiros.

Quem é Amelie Voigt Trejes?

Reservada e distante da exposição pública, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG. Ela é neta de Werner Ricardo Voigt, que criou a companhia em 1961, em Jaraguá do Sul, ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As iniciais dos sobrenomes dos três empresários formaram o nome da empresa.

Amelie não ocupa cargo executivo nem integra o Conselho de Administração da WEG. Sua fortuna está associada às ações da companhia recebidas por meio da estrutura patrimonial da família.

A jovem integra o grupo de acionistas ligado ao controle da multinacional. Seus irmãos, Felipe e Pedro Voigt Trejes, também aparecem no ranking da Forbes com patrimônios estimados em US$ 1,1 bilhão cada.

WEG multiplicou fortunas familiares

Especializada na fabricação de motores elétricos, equipamentos industriais e soluções para geração, transmissão e distribuição de energia, a WEG se transformou em uma das empresas brasileiras de maior alcance internacional.

A companhia mantém unidades produtivas em diferentes países e suas ações estão entre as mais relevantes da Bolsa brasileira. A valorização da empresa ao longo dos anos ampliou o patrimônio dos descendentes das três famílias fundadoras.

Além de Amelie e dos irmãos Felipe e Pedro, outros integrantes da família Voigt aparecem na lista de bilionários. Entre eles estão Lívia Voigt de Assis e Dora Voigt de Assis, também herdeiras de participações na companhia.

Controle permanece com os herdeiros

Mesmo com as ações negociadas na Bolsa, as famílias fundadoras preservam influência sobre a WEG por meio de holdings e acordos societários. Esse modelo permite que os herdeiros participem das principais decisões da companhia, ainda que não exerçam funções em sua administração cotidiana.

O caso de Amelie também reforça uma característica da lista mundial: entre os bilionários com menos de 30 anos, a maioria recebeu o patrimônio por herança. Na edição de 2026, apenas uma parcela reduzida dos jovens mais ricos construiu a própria fortuna.