A Polícia Federal realizou uma diligência no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), na tarde desta quinta-feira (24), conforme informações do site Metrópoles. Segundo as informações divulgadas sobre a ação, os agentes chegaram ao local às 15h52 por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até o momento, não foram detalhados os materiais recolhidos nem o alcance da medida.
Natural de São Luís, Newton passou a ser citado no caso Banco Master após a divulgação de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nas conversas reveladas pelo Metrópoles, ele e a esposa, a advogada Camilla Ramos, são chamados por interlocutores de Vorcaro de “turma do KN”, referência que a reportagem associa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. A existência dessas mensagens, por si só, não comprova interferência do ministro em processos judiciais.
Um dos pontos sob escrutínio é um contrato entre o Banco Master e o escritório do qual Camilla faz parte. O documento previa honorários de até R$ 427 milhões, condicionados ao êxito em 12 processos ligados a precatórios que, somados, poderiam render cerca de R$ 8,5 bilhões ao banco. As mensagens divulgadas também tratam de hospedagens e de contatos sobre o andamento das ações.
Leia também
Newton Ramos afirmou que a esposa atuava em causas cíveis para o Master e que o casal mantinha uma relação pessoal com Vorcaro anterior à investigação. Segundo ele, as consultas ao empresário sobre imóveis e transporte eram privadas e não tinham relação com suas funções de magistrado. O desembargador declarou ainda que nunca julgou uma causa de interesse do Banco Master. Kassio Nunes Marques nega ter pedido benefícios a Vorcaro ou autorizado terceiros a falar em seu nome.
O contrato, os diálogos e a natureza das relações entre os envolvidos são parte da apuração. A diligência no gabinete não equivale a uma conclusão sobre a conduta do desembargador ou do ministro.






