Projeto propõe pena maior para motorista que matar pedestre ou ciclista em situações de risco

Texto em análise na Câmara prevê aumento da punição em casos que envolvam álcool, excesso de velocidade, racha ou fuga do local
Projeto propõe pena maior para motorista que matar pedestre ou ciclista em situações de risco
Projeto em análise na Câmara propõe aumentar penas por morte ou lesão de pedestres e ciclistas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Motoristas que causarem a morte de pedestres ou ciclistas poderão receber penas mais altas quando o crime ocorrer em determinadas circunstâncias. Essa é a proposta do Projeto de Lei 3081/2026, apresentado pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) para alterar o Código de Trânsito Brasileiro. O texto ainda está em análise na Câmara dos Deputados.

Para o homicídio culposo, quando não há intenção de matar, o projeto prevê aumento de metade a dois terços da pena se o condutor estiver sob efeito de álcool ou drogas, dirigir a uma velocidade pelo menos 50% acima do limite da via, participar de racha, realizar uma manobra proibida que tenha causado o acidente ou fugir sem prestar socorro. Se duas ou mais dessas circunstâncias ocorrerem juntas, deverá ser aplicado o aumento máximo previsto na proposta.

Tomando como base a pena de dois a quatro anos prevista para o homicídio culposo no trânsito, a punição máxima chegaria a seis anos e oito meses com esse acréscimo. O projeto também prevê um novo aumento, de até metade, quando mais de uma pessoa morrer. As circunstâncias concretas do crime e as demais regras já existentes no Código de Trânsito continuariam a exigir análise em cada caso.

A proposta trata ainda das lesões gravíssimas, como as que causam incapacidade permanente, perda de membro ou deformidade, e eleva a pena prevista para quem deixa o local do acidente. Ao defender o texto, Pompeo de Mattos cita a vulnerabilidade de quem circula a pé ou de bicicleta e lembra a morte de dois ciclistas atropelados em Três Coroas, no Rio Grande do Sul, em junho deste ano.

O projeto não virou lei. Segundo a ficha oficial de tramitação, ele aguarda a designação de um relator na Comissão de Viação e Transportes. Depois, deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A ficha classifica a proposta como sujeita à apreciação do Plenário da Câmara; se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado.

Com informações da Agência Câmara de Notícias