Uma discussão por causa de bebida terminou com a morte de alguém que não participava da briga. Josiclei Sousa da Silva foi condenado a cinco anos de reclusão pelo assassinato de Liedson de Sousa Portela, de 18 anos, ocorrido em 22 de julho de 2022, em Vargem Grande, no interior do Maranhão. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri em 23 de setembro, sob a presidência do juiz Karlos Alberto Ribeiro Mota, da 1ª Vara da comarca.
Segundo a denúncia, Josiclei, conhecido como “Cleizão”, bebia em frente de casa quando José de Ribamar da Conceição Filho, chamado de “Júnior”, pediu um pouco da bebida. Após receber a porção, Júnior a teria jogado no chão. Os dois discutiram e, ainda de acordo com a acusação, Júnior empurrou a filha de Josiclei.
Josiclei chamou o irmão e os dois foram armados até a casa de Júnior. A denúncia afirma que o disparo, porém, atingiu Liedson, que estava sentado na calçada de uma residência vizinha, usando o celular. Ele foi baleado no pescoço e morreu.
A acusação enquadrou o caso como erro na execução: quando alguém tenta atingir uma pessoa, mas acerta outra, responde pelo crime como se tivesse atingido o alvo pretendido.
Por que a pena foi reduzida
Os jurados reconheceram que Josiclei agiu sob domínio de violenta emoção, logo após o que consideraram uma provocação injusta: a agressão contra sua filha menor. Esse reconhecimento, chamado de privilégio no crime de homicídio, reduz a pena, mas não afasta a responsabilidade pela morte de Liedson. A condenação foi fixada em cinco anos de reclusão, com regime inicial semiaberto.
Na sentença, o juiz registrou que Josiclei permaneceu foragido por quase quatro anos, até ser capturado em 6 de maio de 2026, e citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal que permite o início imediato do cumprimento da pena após condenação pelo Tribunal do Júri, independentemente de sua duração.






