Jovem se recupera após transplante de fígado de emergência em São Luís

Paciente enfrentou hepatite fulminante e recebeu órgão compatível cerca de 48 horas após entrar na lista de prioridade
Jovem se recupera após transplante de fígado de emergência em São Luís
Mariana Rolim Moraes, de 25 anos, se recupera no Hospital Carlos Macieira após transplante (Foto: Divulgação)

Após desenvolver uma insuficiência hepática grave, Mariana Rolim Moraes, de 25 anos, passou por um transplante de fígado de emergência no Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), em São Luís. A paciente apresenta boa evolução clínica e permanece na UTI de Transplantes, onde recebe acompanhamento para a recuperação e a reabilitação.

O quadro de hepatite fulminante colocou a vida de Mariana em risco e exigiu uma resposta rápida das equipes médicas. Segundo a intensivista Caroline Marques, coordenadora da unidade, a gravidade levou à inclusão da paciente como prioridade para receber um órgão.

“Era um caso extremamente grave, com risco de óbito. Ela preenchia todos os critérios para o procedimento e, junto às equipes de hepatologia e cirurgia do aparelho digestivo e transplantes, foi incluída na lista como prioridade”, explicou.

Órgão compatível chegou em cerca de 48 horas

De acordo com a médica, Mariana ficou em primeiro lugar na fila do Maranhão em razão da urgência do caso. Cerca de 48 horas depois, foi disponibilizado um fígado compatível, considerando fatores como tipo sanguíneo e características físicas da paciente.

A cirurgia durou aproximadamente oito horas e, conforme a equipe, foi concluída sem intercorrências. A evolução permitiu a retirada da ventilação mecânica 24 horas após o procedimento.

Recuperação envolve diferentes profissionais

Além do acompanhamento médico, Mariana recebe assistência de profissionais de enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia. O trabalho está voltado à recuperação das condições clínicas e à retomada das atividades após a cirurgia.

Segundo Caroline Marques, o órgão foi transplantado com sucesso, e a paciente continua em reabilitação para que possa retornar para casa. Não foi informada uma previsão de alta.

Paciente relata desafios após a cirurgia

Para Mariana, a recuperação também envolve lidar com os impactos emocionais de uma internação de emergência e com as mudanças trazidas pelo transplante.

“Meu processo de evolução é contínuo. Eu me sinto cada vez mais preparada e melhor para me expressar e comunicar o que sinto”, relatou.

A jovem descreveu o período como uma luta pela vida e afirmou que os avanços têm ajudado a construir novas perspectivas.

“É uma emoção grandiosa ter passado por todo esse processo, que não é fácil emocionalmente e espiritualmente. Ainda assim, tenho conseguido superar.”