Vacina contra meningite será reforçada para bebês com proteção ampliada

Brasil já registrou 361 casos de meningite por meningococos somente em 2025, com 61 mortes.
Vacina contra meningite reforçada
Em 2025, o Brasil já registrou 361 casos e 61 mortes por meningite meningocócica (Foto: Reprodução)

A partir do dia 1º de julho, o reforço da vacina contra meningite em bebês de 12 meses passará a ser feito com a versão meningocócica ACWY, substituindo a atual dose da vacina meningocócica C. A mudança amplia a proteção contra a doença, que além do sorogrupo C, passa a incluir também os sorotipos A, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis — causadora de casos graves de meningite bacteriana e da meningococcemia (infecção generalizada no sangue).

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou 361 casos de meningite por meningococos somente em 2025, com 61 mortes.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, a mudança é estratégica:

“No Brasil, o sorogrupo que mais preocupa, além do C, é o W. Observamos aumento de incidência, especialmente nos estados do Sul. A adoção da vacina ACWY representa uma ampliação da proteção, especialmente entre as crianças.”

Como fica o esquema vacinal?

Atualmente, o esquema vacinal da meningocócica C no SUS contempla duas doses aplicadas aos 3 e 6 meses de vida e uma dose de reforço aos 12 meses. Com a mudança, apenas o reforço aos 12 meses será substituído pela vacina ACWY.

  • Crianças que já receberam as três doses da meningo C não precisam ser revacinadas.
  • Crianças que ainda não tomaram o reforço aos 12 meses poderão completar o esquema com a vacina ACWY até os 5 anos de idade.

O imunizante ACWY já é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 11 a 14 anos. Agora, será estendido para os bebês, reforçando o combate a sorogrupos mais agressivos da doença.

Medida segue diretrizes da OMS

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde, a substituição segue diretrizes globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento da doença meningocócica. O texto destaca que as vacinas têm eficácia comprovada e impacto positivo na redução da incidência da doença tanto entre vacinados quanto não vacinados, graças ao chamado efeito de rebanho.

Além da vacina meningocócica ACWY, o SUS mantém em sua rede de imunização vacinas contra outros agentes causadores de meningite bacteriana, como o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e o Haemophilus influenzae tipo b.

Com informções da Agência Brasil