O número de casos de bronquiolite, infecção viral que atinge principalmente bebês e crianças pequenas, vem crescendo em São Luís e em várias regiões do Brasil. A situação preocupa especialistas, especialmente durante os meses mais secos e frios do ano, quando o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da doença, circula com maior intensidade.
Segundo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até dois anos aumentam progressivamente entre janeiro e julho — período crítico para infecções respiratórias no país.
Especialista da Natus Lumine destaca a importância do atendimento e da prevenção no enfrentamento à bronquiolite:
“A bronquiolite pode ser assustadora para as famílias, mas com atendimento adequado e medidas de prevenção, a maioria dos bebês se recupera bem. Nosso compromisso é oferecer assistência de excelência para garantir tranquilidade e cuidado em todos os momentos”, afirmou Patrícia Teixeira, supervisora da UTI Neonatal e Pediátrica do Natus Lumine Hospital e Maternidade.
O que é bronquiolite?
A bronquiolite atinge, sobretudo, crianças menores de dois anos, sendo mais perigosa para bebês com menos de seis meses. O quadro costuma começar com sintomas leves, semelhantes a um resfriado, como coriza, febre baixa e tosse, mas pode evoluir rapidamente para um comprometimento respiratório grave.
Entre os sinais de agravamento, destacam-se:
- Respiração acelerada e com esforço
- Chiado ou gemência ao respirar
- Pausas na respiração (apneia), especialmente em recém-nascidos
- Dificuldade para mamar ou se alimentar
- Sinais de desidratação (boca seca, poucas fraldas molhadas)
- Letargia ou sonolência excessiva
- Lábios ou pele azulados (cianose)
- Febre persistente acima de 38 °C
De acordo com o Manual MSD, entre 0,5% e 2% dos bebês infectados podem necessitar de internação hospitalar. Casos mais graves chegam a exigir suporte intensivo em UTI Neonatal.
Como prevenir a bronquiolite?
A prevenção ainda é a principal medida de proteção contra o VSR e outros vírus respiratórios. Especialistas recomendam os seguintes cuidados:
- Lavar as mãos com frequência
- Evitar contato com pessoas gripadas ou resfriadas
- Manter ambientes ventilados e sem aglomeração
- Amamentação exclusiva nos primeiros meses
- Vacinação de gestantes com a nova vacina contra o VSR, que pode proteger o bebê nos primeiros três meses com eficácia de até 82%
- Uso do anticorpo monoclonal palivizumabe, indicado para bebês prematuros ou com doenças cardíacas
E nos casos leves?
Quando os sintomas são leves, é possível cuidar da criança em casa com medidas simples:
- Lavar o nariz com soro fisiológico e aspirar as secreções
- Oferecer líquidos com frequência
- Manter a amamentação
- Utilizar antitérmicos como paracetamol ou ibuprofeno, apenas com orientação médica
A maioria dos casos evolui bem, com melhora em uma a duas semanas. No entanto, antibióticos, corticoides e broncodilatadores devem ser evitados sem prescrição, pois são ineficazes contra a bronquiolite viral.
O aumento expressivo de casos exige atenção redobrada dos pais e responsáveis, principalmente com bebês menores de um ano, grupo mais vulnerável à doença. Ao menor sinal de dificuldade respiratória, o ideal é procurar atendimento médico imediatamente.
Com informações da Natus Lumine






