O Maranhão enfrenta uma das piores estiagens dos últimos anos. De acordo com alerta emitido pelo Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (Nugeo/Uema), 78 municípios estão sob condição de seca grave (classificada como nível S2 pelo Monitor de Secas) — uma das categorias mais severas antes da seca excepcional.
A situação tem provocado impactos diretos na agricultura, no abastecimento de água e nos recursos hídricos, com perdas significativas em plantações e pastagens, além da redução expressiva no volume de rios, poços e reservatórios.
A região centro-leste do estado é a mais afetada pela estiagem prolongada, com efeitos mais intensos e duradouros. Em diversas cidades, já há restrições no uso da água, afetando o consumo humano, a irrigação e outras atividades essenciais, como a criação de animais e a produção agrícola de subsistência.
O Monitor de Secas, plataforma que reúne dados de várias instituições federais e estaduais para acompanhar os efeitos da estiagem no país, vem registrando uma expansão preocupante do fenômeno no Nordeste, impulsionada por fatores climáticos e pela ausência de chuvas regulares.
Crise climática exige medidas urgentes
Especialistas do Nugeo alertam que a presença de seca grave em mais de 70 municípios evidencia a necessidade urgente de políticas públicas preventivas e de estratégias de adaptação frente às mudanças climáticas e à crescente escassez hídrica na região.
Além dos impactos econômicos e ambientais, a seca traz riscos à saúde da população. O Ministério da Saúde alerta para o aumento de casos de desidratação e doenças respiratórias, especialmente em áreas afetadas por queimadas e pela exposição prolongada ao calor e à fumaça.
A continuidade do fenômeno pode comprometer ainda mais o abastecimento urbano, a segurança alimentar e o equilíbrio dos ecossistemas. Pesquisadores reforçam a importância do monitoramento constante e da adoção de medidas de mitigação para garantir a resiliência das comunidades rurais e urbanas diante dos eventos climáticos extremos que se tornam cada vez mais frequentes.






