Foi dada a largada para a fase final dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) e dos Jogos Paralímpicos Escolares Maranhenses (ParaJEMs) 2025. A cerimônia de abertura aconteceu neste sábado (2), no Centro Social dos Servidores (Ipem), em São Luís, e contou com a participação de autoridades estaduais e federais. Pela primeira vez, o evento reúne 159 municípios maranhenses, número recorde desde a criação dos jogos.
A competição, que vai até o dia 23 de agosto, envolve mais de 6 mil atletas de escolas públicas e privadas, de diferentes regiões do estado. Os estudantes participam de provas em modalidades coletivas, individuais, paradesportivas e, como novidade este ano, disputas experimentais de jogos eletrônicos. A estrutura montada no complexo esportivo da capital inclui a chamada Vila JEMs, com alojamento, alimentação e suporte logístico para os atletas.
O governador Carlos Brandão destacou o crescimento do evento como uma das marcas de sua gestão. “Hoje alcançamos um número histórico de municípios participantes. Isso é resultado do trabalho de incentivo ao esporte educacional e da estrutura que oferecemos para que todos os atletas tenham as condições ideais para competir”, afirmou.

Uma mobilização estadual pelo esporte
Ao longo do ano, os JEMs e ParaJEMs movimentaram escolas em todo o Maranhão. Foram realizadas 14 etapas regionais, com a participação de mais de 72 mil pessoas e 2.036 escolas, em uma mobilização que envolveu comunidades escolares inteiras. A final estadual reúne os melhores colocados de cada regional.
Presente na solenidade, o ministro do Esporte, André Fufuca, destacou o papel estratégico dos jogos. “É na base que se constrói o futuro do esporte nacional. Investir em eventos como este é garantir que novos talentos sejam descobertos e desenvolvidos com responsabilidade”, disse.
O secretário estadual do Esporte e Lazer, Celso Dias, ressaltou o valor pedagógico e social da competição. “Os JEMs são uma experiência de vida. Os alunos voltam para casa com histórias, aprendizados e uma bagagem que vai muito além das quadras ou das pistas.”
Histórias de superação e estrutura inclusiva
Entre os jovens que participam da edição deste ano, há exemplos de perseverança e entusiasmo. A atleta Letícia Carneiro, do município de Lagoa do Mato, emocionou-se ao falar da conquista de chegar à final. “É um sonho que estou vivendo. Nunca imaginei que teria essa chance. Para mim, é uma vitória só de estar aqui.”
A delegação de Lagoa do Mato também contou com o apoio de Sebastião Reis, que reforçou o impacto positivo do evento. “É uma iniciativa que transforma realidades. O esporte aqui é ferramenta de inclusão, cidadania e formação humana.”
Os atletas paralímpicos também contam com uma estrutura específica de mobilidade. Através do Serviço Travessia, coordenado pela MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos), os competidores com deficiência recebem transporte adaptado e seguro. “É uma ação fundamental para garantir igualdade de condições aos nossos estudantes com deficiência”, disse Isabelle Passinho, diretora de Mobilidade Inclusiva da MOB.






