Após título mundial, Zuluzinho vira referência do “Tapa na Cara”

Na estreia histórica, lutador enfrentou Vasily Kamotsky, o temido russo de 160 kg, e levou melhor.
Após título mundial, maranhense Zuluzinho vira referência do "Tapa na Cara"
Zuluzinho desbancu o campeão russo após intensa troca de tapas (Foto: Reprodução)

De São Luís para o mundo, o maranhense Zuluzinho, de 46 anos, (filho do lendário Rei Zulu) se tornou o principal nome brasileiro no inusitado esporte conhecido como Power Slap, ou simplesmente “Tapa na Cara”. O que começou como uma curiosidade em um evento na Rússia, se transformou em carreira internacional para Wagner da Conceição Martins, que conquistou o título de campeão mundial em 2020 e hoje é o rosto mais conhecido da modalidade no Brasil.

Mesmo internado em um hospital da capital maranhense, onde se recupera de um procedimento, Zuluzinho segue promovendo o esporte com entusiasmo. Ele relembra sua estreia histórica, em que enfrentou ninguém menos que Vasily Kamotsky, o temido russo de 160 kg, e chamou atenção ao sorrir após levar tapas violentos.

“No primeiro tapa achei que ia correr. Mas comecei a sorrir. O pessoal do evento ficou espantado. Primeira vez e o cara tá sorrindo com um tapa? Foram cinco tapas, quando fui dar o quinto tapa a minha tradutora falou que se eu desse o tapa errado, ia ser desclassificado, por isso que dei ele muito mais fraco, porque estava ganhando a competição. Na verdade, eles deram empate no evento, só que depois fui campeão. Me deram o título como um dos campeões mundiais por ter encarado o campeão atual”, contou o lutador, que virou sensação no leste europeu.

Agora, o maranhense trabalha para consolidar o Tapa na Cara no Brasil, com planos de organizar o primeiro campeonato nacional. Ainda em estágio embrionário por aqui, o esporte já movimenta milhões em países como Estados Unidos, Polônia, Rússia e Emirados Árabes.

As regras são rígidas: nada de tapas no ouvido, olhos ou queixo, só na bochecha, e cada combate tem até cinco golpes por atleta. A vitória pode vir por nocaute ou por pontos.

Zuluzinho, entre uma sessão de fisioterapia e outra, segue sonhando alto: levar o Maranhão ao centro do octógono da nova sensação dos esportes de impacto.

Com informações de Emilio Botta