A tradicional brincadeira de empinar pipas, tão comum nesta época do ano, tem gerado preocupação no Maranhão. Entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 2.372 ocorrências de pipas presas na rede elétrica, segundo levantamento da Equatorial. O número representa um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram 1.777 casos.
Impacto no fornecimento de energia
Cada ocorrência pode deixar centenas de famílias sem luz. Só em São Luís, líder do ranking estadual, foram 808 registros neste ano, contra 488 no mesmo período do ano passado — um crescimento de 66%. Imperatriz (165), São José de Ribamar (112), Timon (80) e Santa Inês (54) completam a lista das cidades com maior número de interrupções no fornecimento causadas por pipas, conforme informações da Equatorial Maranhão.
Na capital, o bairro Sá Viana ocupa o primeiro lugar em ocorrências: 105 registros entre janeiro e julho, que afetaram diretamente 1.773 moradores. Também aparecem no ranking os bairros Maracanã (58 casos), Cidade Olímpica (55), Vila Embratel (23) e Vila Itamar (20).
Em julho, um episódio no bairro Forquilha quase resultou em uma pane generalizada. Uma pipa com “linha chilena” atingiu cabos de alta tensão de 69 mil volts, oferecendo risco de deixar mais de 30 mil pessoas sem energia e colocando moradores da região em perigo de choque elétrico.
Risco do uso de cerol e linha chilena
Materiais cortantes, como o cerol e a linha chilena, seguem sendo usados de forma irregular. Compostos de vidro moído, pó metálico e cola, eles ampliam o risco de acidentes, já que podem conduzir eletricidade. Além disso, representam perigo para motociclistas e pedestres. Uma lei estadual de 2020 proíbe a comercialização desses produtos no Maranhão.
Atenção e cuidados
Especialistas alertam que soltar pipas em áreas próximas à rede elétrica aumenta consideravelmente os riscos. Locais abertos, como praias e campos, são considerados mais adequados. Outro cuidado é nunca tentar resgatar pipas presas nos cabos e evitar a prática em dias de chuva ou com ventos fortes.
Com informações da Ascom Equatorial Maranhão






