A morte do motociclista de aplicativo Franklin César, de 30 anos, continua gerando forte repercussão em São Luís. Após os protestos da noite de terça-feira (26), a mobilização seguiu na manhã desta quarta-feira (27), quando manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa do Maranhão, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, com previsão de seguir até o Palácio dos Leões.
Em comboio, os manifestantes avançaram pela Ponte do São Francisco e provocaram um grande engarrafamento, que se estendeu até a Avenida Ana Jansen.
Equipes da SMTT e forças de segurança, com apoio de helicóptero do CTA, atuam para organizar o tráfego e evitar novos confrontos.
Noite de tensão
Na véspera, motociclistas incendiaram pneus em frente ao Shopping da Ilha, interditaram a Avenida São Luís Rei de França e bloquearam o Elevado da Cohama. Ao longo da noite, os protestos se espalharam, com barricadas em chamas fechando as pontes Governador Newton Bello (Caratatiua) e Hilton Rodrigues (Ipase). Um grupo também se concentrou no Residencial Península do Ipase, próximo ao local onde o corpo foi encontrado.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram motociclistas destruindo radares e enfrentando a polícia. Líderes do movimento afirmam que os atos continuarão até que sejam anunciadas medidas de segurança específicas para a categoria.
Prisão do suspeito
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) confirmou a prisão de Wendel Araújo da Silva, conhecido como Carioca, de 21 anos. Segundo as investigações, ele seria líder de uma facção criminosa e teria autorizado a execução de Franklin, confundido com integrante de um grupo rival ao deixar uma passageira no bairro Bequimão, no último domingo (25).
Com o suspeito, a polícia apreendeu uma arma de fogo e drogas. Ele foi autuado em flagrante, levado à unidade prisional e também teve a prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil.
Linha de investigação
A SSP informou ainda que reforçou o policiamento ostensivo na Grande Ilha e que a apuração segue sob responsabilidade da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). O objetivo é identificar e responsabilizar todos os envolvidos no homicídio.
O corpo de Franklin foi localizado nesta terça (26) em uma área de matagal, em uma cova rasa no bairro Bequimão. O caso mobilizou familiares, colegas de profissão e desencadeou a onda de protestos que paralisou São Luís.






