A população do Maranhão foi estimada em 7.018.211 habitantes em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um leve crescimento de 0,10% em relação a 2024, quando o estado tinha 7.010.960 moradores.
Apesar do avanço, a taxa de crescimento maranhense é considerada modesta diante do cenário nacional, mas reforça a tendência de estabilidade demográfica observada nos últimos anos.
Maranhão no cenário nacional
No Brasil, a população total foi estimada em 213,4 milhões de habitantes em 2025, um aumento de 5,1% em relação ao Censo de 2022, que registrava 203 milhões de brasileiros.
O Maranhão segue como um dos estados mais populosos do Nordeste, atrás da Bahia, Pernambuco e Ceará. A variação, embora pequena, tem impacto direto nos fundos de participação de estados e municípios (FPE e FPM), já que os dados do IBGE servem como base para o cálculo da distribuição de recursos da União.
O que explicam os números
O crescimento discreto da população maranhense acompanha o comportamento nacional de desaceleração. Em maio deste ano, o IBGE já havia revelado que o Brasil registrou em 2023 o menor número de nascimentos desde 1976: foram 2,5 milhões, uma queda de 0,8% em relação a 2022 e o quinto recuo consecutivo.
Segundo o instituto, o país deve continuar crescendo até 2041, quando deve alcançar o pico de 220 milhões de habitantes. A partir de 2042, no entanto, começará o processo de encolhimento populacional, com projeção de queda para 199,2 milhões em 2070.
Comparativo entre estados
- São Paulo segue como o estado mais populoso, com 46 milhões de habitantes (21,5% da população brasileira).
- Minas Gerais (21,3 milhões) e Rio de Janeiro (17,2 milhões) aparecem em seguida.
- Roraima é o menos populoso, com 738 mil habitantes, mas lidera em crescimento, com alta de 3,07%.
- Os menores crescimentos foram observados em Rio de Janeiro e Alagoas (0,02%), além do Rio Grande do Sul (0,03%).
Impactos no Maranhão
O avanço, mesmo tímido, reforça desafios e oportunidades no estado. O crescimento populacional pressiona áreas como saúde, educação, emprego e habitação, mas também amplia a base de cálculo para recursos federais, o que pode fortalecer investimentos públicos nos municípios maranhenses.






