Um motociclista sofreu cortes no pescoço e precisou de atendimento médico após ser atingido por uma linha chilena na Avenida dos Africanos, em São Luís, na tarde deste sábado (30).
O impacto o derrubou da moto. Guardas municipais que patrulhavam a região realizaram os primeiros socorros e encaminharam a vítima ao Hospital Socorrão I. O homem recebeu alta no mesmo dia e não corre risco de morte.
Uso proibido, mas ainda comum
O caso volta a expor a presença de linhas cortantes no cotidiano da capital maranhense. Apesar de proibidas, a linha chilena e o cerol continuam sendo utilizados em pipas e têm provocado acidentes graves, alguns fatais. Produzidas a partir de substâncias como vidro e quartzo moído, essas linhas transformam uma brincadeira em ameaça real para motociclistas, ciclistas e pedestres.
O que diz a lei
Desde 2020, o Maranhão possui legislação específica que proíbe a fabricação, venda e uso desses materiais. A Lei Estadual nº 11.344/2020 determina que o Procon/MA fiscalize o comércio, com base no Código de Defesa do Consumidor, que assegura proteção à vida e à segurança. Além disso, o uso dessas linhas também é passível de enquadramento no Código Penal, o que significa responsabilização criminal, inclusive para menores de idade — que podem ser apreendidos e levados às autoridades competentes.
O episódio deste sábado reforça o debate sobre a fiscalização e a conscientização em torno do problema, já que a cada ocorrência aumenta a pressão por medidas mais rígidas contra o uso desse tipo de material em São Luís e em outras cidades do estado.






