Um dos veículos de luxo apreendidos na investigação da Polícia Civil do Piauí contra um grupo de advogados suspeitos de fraudes no PJe foi leiloado. O valor arrecadado coo o Camaro será direcionado à restituição das vítimas, segundo a corporação. Além dos investigados, testemunhas serão ouvidas e os celulares recolhidos passam por perícia para detalhar o suposto esquema.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Diretoria de Inteligência da PC-PI, o grupo teria explorado uma vulnerabilidade no sistema eletrônico do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI). Um ex-servidor teria inserido minutas fraudulentas para posterior assinatura de magistrados, simulando decisões. O “serviço” teria sido comercializado com advogados, resultando em decisões indevidas e prejuízo estimado em R$ 7 milhões. O CNJ informou que a falha foi corrigida em 2023 e que processos afetados foram mapeados.
A operação
Deflagrada em 13 de agosto, pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), a ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Teresina e Picos (PI), São Luís e Timon (MA), Palmas (TO) e Brasília (DF). Houve bloqueio de R$ 1 milhão, além da apreensão de veículos de luxo, computadores, celulares e mídias que estão sob análise.
Quem são os alvos (investigados)
Entre os nomes citados pela investigação estão: Anastácio Araújo Costa Sales Neto; Bruno Silva Pio; Francisco Fernandes dos Santos Júnior; Francisco Jeferson da Silva Baima; Jarbas Wallison Nunes Mota; João Paulo Lustosa Veloso; José Wilson Cardoso Diniz; José Wilson Cardoso Diniz Júnior; Lucas Mendonça Cavalcante; Mailson Marques Roldão; Marcos Luiz de Sá Rêgo; Marília Dias Santos.
Padrão dos processos
Os casos sob suspeita repetem estrutura e partes, com destaque para ações envolvendo veículos; também há registros em direito de família e concursos públicos. Em um dos episódios, um investigado teria obtido anulação de questões de certame; a decisão foi revogada posteriormente.
Próximos passos
A PC-PI afirma que os valores bloqueados e bens apreendidos podem ser usados para ressarcir as vítimas. Concluída a análise do material, a polícia deve remeter o caso ao Ministério Público para eventuais denúncias criminais. As defesas dos citados não foram localizadas até a última atualização; o espaço segue aberto a manifestações.






