Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar uma família em Imperatriz, vai a júri popular. A decisão é do juiz Glender Malheiros, responsável pela 2ª Vara Criminal da comarca, que considerou haver indícios suficientes para que a ré seja julgada pelo Tribunal do Júri. A sessão ainda não tem data marcada.
Crime
De acordo com as investigações, em 16 de abril Jordélia teria enviado, por meio de um mototaxista, um ovo de Páscoa envenenado à casa de Mirian Lira Rocha, no bairro Mutirão. A lembrança veio acompanhada de um bilhete escrito: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.
Após consumir o chocolate, Mirian e os filhos, Luiz Fernando e Evillyn, passaram mal e foram levados ao Hospital Municipal. Luiz Fernando morreu no dia seguinte e Evillyn faleceu em 22 de abril. Mirian sobreviveu depois de permanecer internada em UTI.

Jordélia foi presa em flagrante ao tentar fugir para Santa Inês. Com ela, foram apreendidos objetos como perucas, crachá falso e um frasco com a substância tóxica.
Defesa x Acusação
Durante audiência, a defesa pediu exame psicológico e alegou falta de provas para sustentar a acusação de homicídio doloso, solicitando que a ré respondesse em liberdade. O juiz negou o pedido, citando ausência de indícios que comprovassem problemas de saúde mental.
Já o Ministério Público sustentou que as provas — laudos cadavéricos, exames toxicológicos, perícias em alimentos e registros de câmeras de segurança — confirmam o planejamento e a execução do crime. Para o MP, o assassinato de Mirian só não foi consumado devido ao rápido atendimento médico.
Com informações da CGJ






