A Força Aérea Brasileira e a empresa sul-coreana Innospace agendaram para esta segunda-feira (22), às 15h45, uma nova tentativa de lançamento do foguete HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara. A operação integra a missão Spaceward e conta com apoio da Agência Espacial Brasileira.
A iniciativa é considerada um passo relevante para a inserção do Brasil no mercado internacional de lançamentos espaciais, ampliando a atração de investimentos e oportunidades de negócios no setor. Pela localização privilegiada, Alcântara se consolida como ativo estratégico para missões comerciais e científicas.
Histórico de adiamentos e ajustes técnicos
Esta será a quarta tentativa de lançamento do HANBIT-Nano. A missão estava inicialmente prevista para novembro, mas foi adiada para a realização de ajustes adicionais e avaliações de desempenho do veículo. Em dezembro, um novo cronograma precisou ser revisto após a identificação de uma anomalia no sistema de resfriamento do fornecimento de oxidante do primeiro estágio do foguete durante a inspeção final.
Após a substituição de componentes, a operação chegou a ser reagendada, mas voltou a ser suspensa devido à necessidade de inspeção técnica em uma válvula utilizada no abastecimento do tanque de metano líquido do segundo estágio, segundo a Innospace.
Operação Spaceward reúne equipes do Brasil e da Coreia do Sul
Batizada de Operação Spaceward, a missão envolve cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros e técnicos sul-coreanos. Para a FAB, a ação representa um avanço estratégico para o Programa Espacial Brasileiro.
De acordo com o chefe da Divisão de Operações do centro, a iniciativa demonstra a capacidade técnica nacional e reforça o papel de Alcântara como polo de lançamentos, com potencial para atrair empresas, inovação e investimentos internacionais.
Veículo levará satélites à órbita baixa da Terra
O HANBIT-Nano tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas. O foguete levará cargas úteis para a órbita baixa da Terra (LEO), a aproximadamente 300 quilômetros de altitude, com inclinação orbital de 40 graus.
Ao todo, oito cargas estão acomodadas na coifa do veículo: cinco pequenos satélites destinados à colocação em órbita e três dispositivos experimentais. O sistema de propulsão é híbrido, combinando combustível sólido e líquido, tecnologia voltada a missões de pequeno porte no mercado espacial comercial.






