Após ameaça de nova greve, Prefeitura libera complemento de subsídio ao transporte

Repasse de R$ 1,45 milhão será usado para quitar salários atrasados dos rodoviários e evitar paralisação do sistema.
Após ameaça de nova greve, Prefeitura libera complemento de subsídio ao transporte
Prefeitura de São Luís libera R$ 1,45 milhão em complemento de subsídio às empresas de ônibus após ameaça de nova greve (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de São Luís autorizou, na tarde desta terça-feira (10), o pagamento do complemento de uma parcela do subsídio destinado às empresas que operam o transporte público da capital. A decisão ocorreu no mesmo dia do prazo final estabelecido pelos rodoviários para a regularização dos salários atrasados.

O repasse, no valor de R$ 1.459.692,76, começou a ser processado por volta das 14h, horas antes da possibilidade de uma nova paralisação do sistema. Na semana anterior, a categoria havia suspendido a greve após negociação, mas condicionou a manutenção da circulação dos ônibus ao pagamento integral dos vencimentos.

Valor será destinado às concessionárias

Segundo informações da gestão municipal, o montante corresponde ao complemento da 50ª parcela do subsídio previsto nos contratos de concessão firmados em 2016 e na legislação que regula o sistema de transporte urbano.

Os recursos serão distribuídos entre as empresas e consórcios responsáveis pela operação das linhas na capital, como Viação Primor, Consórcio Upaon-Açu, Consórcio Via SL e Consórcio Central, conforme acordo firmado com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET).

Liberação ocorreu após impasse

Inicialmente, a administração municipal havia optado por não repassar integralmente o valor da parcela, sob a justificativa de que as concessionárias não teriam cumprido cláusulas acordadas para a manutenção do serviço.

Com a proximidade do novo indicativo de greve e o risco de paralisação total do transporte coletivo, o Município decidiu liberar o complemento pendente, reduzindo a tensão entre trabalhadores e empresários.

A categoria havia alertado que, caso os salários não fossem quitados até esta terça-feira, poderia deflagrar nova greve, cenário que pressionou a gestão municipal a concluir o repasse dentro do prazo.

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