Após quase 30 anos de fuga, mandante do assassinato da própria esposa é preso

Acusado vivia há mais de duas décadas em Goiás, após mandar matar a vítima em Açailândia.
Após quase 30 anos de fuga, mandante do assassinato da própria esposa é preso
José Antônio Costa da Silva foi preso em Goiás (Foto: Reprodução)

Uma ação conjunta das Polícias Civis do Maranhão e de Goiás resultou, nesta sexta-feira (28), na prisão de José Antônio Costa da Silva, condenado por mandar matar a própria esposa em Açailândia. A captura ocorreu por volta das 17h, após trabalho integrado de inteligência entre a Delegacia de Homicídios de Açailândia e a Polícia Civil de Anápolis.

O crime, que chocou o município em 1996, envolveu uma trama brutal. Segundo o processo, José Antônio levou a esposa, Célia Barbosa Costa Silva, sob o pretexto de um passeio a um motel. Na verdade, ele havia contratado três pistoleiros para executá-la. A vítima foi entregue ao grupo e levada à região da Ladeira Vermelha, onde foi assassinada com três disparos de escopeta. À época, os criminosos simularam um assalto seguido de morte para encobrir a execução. A motivação: o marido queria ficar com a amante e evitar dividir os bens com Célia.

Décadas de fuga e nova recaptura

Após o crime, a Polícia Civil do Maranhão elucidou o caso, identificou todos os envolvidos e deu início ao processo criminal. José Antônio, no entanto, fugiu do estado e passou mais de 20 anos vivendo em Goiás, onde comprou uma fazenda e manteve rotina normal, como se o assassinato nunca tivesse ocorrido.

Recapturado em 2023, ele foi julgado pelo Tribunal do Júri e condenado a mais de 18 anos de prisão — pena depois ajustada para 16 anos após os recursos. Mesmo assim, o condenado voltou a fugir antes de iniciar o cumprimento definitivo da pena.

Agora, quase três décadas após o assassinato, José Antônio foi novamente localizado e preso, permanecendo à disposição da Justiça para cumprir sua condenação.

Compromisso com a responsabilização

A Polícia Civil do Maranhão reforçou que seguirá empenhada na elucidação de crimes contra a vida e na captura de foragidos, garantindo que condenados não permaneçam impunes, independentemente do tempo decorrido.