A suposta morte da traficante conhecida como Penélope, apelidada de “Japinha” e “musa do crime”, não ocorreu. A informação foi confirmada nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil do Rio, que afirmou não ter sido encontrado nenhum corpo feminino após a megaoperação realizada no último dia 28 nos complexos da Penha e do Alemão.
De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML), todos os 117 suspeitos mortos são homens, além de quatro policiais, totalizando 121 mortes.
Como surgiu o boato
Horas depois da operação Contenção, imagens de um corpo passaram a circular nas redes sociais como se fossem de Penélope. A Polícia Civil esclareceu, em nota, que se tratava de Ricardo Aquino dos Santos, 22 anos, natural da Bahia.

Contra ele havia dois mandados de prisão e histórico criminal no estado baiano. A confusão levou veículos de imprensa a reproduzirem a falsa notícia nos dias seguintes.
Quem é “Japinha”
Apontada por investigações como figura de confiança de chefes locais do Comando Vermelho (CV), Penélope seria responsável por proteger rotas de fuga e defender pontos estratégicos de venda de drogas na região da Penha. Nas redes sociais, ficou conhecida por ostentar armas e vestir roupas táticas, o que alimentou a alcunha de “musa do crime” entre seguidores e membros da facção.
Sinais de atividade recente
Fontes da Segurança Pública relataram que perfis atribuídos a Penélope seguiram ativos nos últimos dias, com postagens de fotos pessoais, trends e comentários críticos à operação — entre eles, a frase: “Vai morrer polícia e bandido e o crime não vai acabar.”

Situação processual
Embora mencionada em apurações anteriores, Penélope não foi incluída pelo Ministério Público na lista de 69 integrantes considerados mais relevantes do CV — uma relação usada como referência para denúncias após a operação.
O que fica claro até agora
- Não há mulher entre os mortos da operação do dia 28, segundo IML e Polícia Civil.
- A imagem que sustentou o boato não era de Penélope, mas de Ricardo Aquino dos Santos (22).
- Penélope segue foragida/ativa nas redes, segundo fontes de segurança.
- Ela é tratada como operadora tática do CV, com atuação em rotas de fuga e pontos de venda.
A Polícia Civil afirma que novas informações sobre foragidos e alvos vinculados à operação serão divulgadas conforme avanço das investigações.






