O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta sexta-feira (13) o contrato do primeiro projeto aprovado no âmbito do BNDES Corais, programa voltado à conservação e regeneração de recifes de coral no Brasil. A iniciativa inclui o Maranhão no mapeamento e monitoramento dos recifes rasos ao longo do litoral brasileiro.
Batizado de SER Corais, o projeto será executado pelo Instituto Nautilus de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade ao longo de 36 meses. A ação integra o programa BNDES Azul e conta com investimento de R$ 5,5 milhões do Fundo Socioambiental do banco. O objetivo é realizar mergulhos científicos, análises ambientais e a produção de mapas técnicos para subsidiar políticas públicas de conservação marinha.
No Maranhão, a área contemplada está localizada em Cururupu, no entorno do Parque Estadual Marinho Parcel Manuel Luís, uma das regiões mais relevantes para a biodiversidade costeira do estado. Além do monitoramento, o projeto prevê oficinas técnicas, capacitação profissional e incentivo a atividades econômicas sustentáveis associadas aos recifes, como turismo e pesca artesanal.
O monitoramento abrangerá cerca de 2,8 mil quilômetros do litoral brasileiro, com atuação também em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Estão previstas expedições de campo, avaliação da cobertura coralínea, identificação de espécies associadas e monitoramento de espécies invasoras. O projeto também apoiará ao menos dez unidades de conservação, acompanhará 28 espécies e realizará 43 eventos técnicos ao longo da execução.
Entre as ações práticas estão experimentos de restauração ecológica, com cultivo de corais tanto no mar quanto em laboratório, testes de diversidade genética e recomposição de áreas degradadas. A iniciativa ainda prevê o desenvolvimento de um aplicativo para fortalecer o sistema nacional de alerta e resposta rápida a espécies invasoras marinhas.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os recifes são fundamentais para a biodiversidade, a proteção costeira e as atividades econômicas ligadas ao mar. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, destacou que o programa combina conservação ambiental, produção de conhecimento e inclusão social.
A iniciativa está alinhada à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, à Década da Restauração de Ecossistemas e ao Plano de Ação Nacional para Conservação de Ambientes Coralíneos. Além de fortalecer a pesquisa científica, o projeto deve gerar empregos diretos e indiretos e ampliar a capacidade técnica de pesquisadores e comunidades costeiras, contribuindo para estratégias de adaptação às mudanças climáticas e para o fortalecimento da chamada economia azul no país.
Com informações da Ascom BNDES






