Brandão revoga cessões de servidores e determina retorno a órgãos de origem

Decreto atinge servidores cedidos a órgãos estaduais, federais e municipais, incluindo assessores do ministro Flávio Dino no STF.
Brandão revoga decreto que suspendia cessões de servidores no Maranhão
Governador Carlos Brandão revogou decreto de cessões de servidores públicos do Estado (Foto: Reprodução)

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, assinou um decreto que revoga, a partir de 30 de setembro de 2025, todas as cessões, requisições e disposições de servidores públicos da administração direta e indireta do Estado. A medida determina que, a partir de 1º de outubro, todos os servidores atualmente cedidos retornem aos seus cargos de origem.

A decisão impacta profissionais cedidos a diferentes instituições, como prefeituras, tribunais, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, órgãos da União e até outros estados. Entre os atingidos estão dois procuradores do Estado que hoje atuam como assessores do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF): Túlio Simões e Lucas Pereira.


Justificativa oficial

Segundo o governo, a medida tem como objetivo reforçar a estrutura da administração estadual, devolvendo força de trabalho aos órgãos de origem. O decreto ressalta que cessões e requisições têm caráter temporário e podem ser interrompidas a qualquer momento, sem gerar direito adquirido para permanência nos órgãos cessionários.


Contexto político

A decisão ocorre em um momento de tensão institucional no Estado. Ela foi publicada poucos dias após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o afastamento do procurador-geral do Maranhão, Valdênio Caminha, por descumprimento de decisões judiciais. O movimento também é interpretado como parte do embate político envolvendo Brandão e opositores ligados ao ministro Flávio Dino.