Casal é preso suspeito de queimar e ocultar corpo de caseiro em fazenda no MA

Esposa da vítima confessou participação e indicou local onde restos mortais foram escondidos.
Casal é preso suspeito de queimar e ocultar corpo de caseiro em fazenda no Maranhão
Elizangela Herculano e Raimundo Nonato foram presos por suspeita de participação no crime (Foto: Reprodução)

Um casal foi preso no domingo (11) suspeito de assassinar o caseiro Daniel Miranda da Silva, incinerar o corpo e ocultar os restos mortais em uma fossa na zona rural de Amarante do Maranhão. O crime teria ocorrido na fazenda onde a vítima trabalhava e residia.

A investigação teve início após familiares comunicarem o desaparecimento de Daniel às autoridades. Com base nas informações recebidas, policiais do 34º Batalhão da Polícia Militar se deslocaram até a residência da esposa da vítima, Elizangela Herculano Paiva. No local, também foi encontrado Raimundo Nonato Pereira da Silva, apresentado por ela como tio.

Questionada sobre o paradeiro do marido, Elizangela alegou inicialmente que Daniel teria enviado uma mensagem de despedida, informando que havia deixado o local por vontade própria. A versão, no entanto, levantou suspeitas entre os policiais, que perceberam nervosismo excessivo no comportamento da mulher.

Com autorização da moradora, os militares realizaram buscas na residência e encontraram uma espingarda calibre 32, além do celular pertencente à vítima. Diante dos indícios, os dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz para prestar esclarecimentos.

Confissão durante condução

Durante o deslocamento até a delegacia, a polícia informou que Elizangela teria confessado o crime. Segundo seu relato, Raimundo Nonato efetuou um disparo na cabeça de Daniel, provocando a morte imediata. Em seguida, o corpo foi queimado e os restos mortais descartados em uma fossa localizada na própria fazenda.

Após a confissão, equipes policiais se dirigiram ao local indicado para confirmar as informações e dar início aos procedimentos periciais. O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias, a motivação do crime e o grau de participação de cada envolvido.

Os suspeitos permanecem presos e à disposição da Justiça, enquanto novas diligências devem ser realizadas para a conclusão do inquérito.