A transformação digital chegou de forma definitiva ao setor hoteleiro brasileiro. Desde o dia 20 de abril, hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem em todo o país passaram a ser obrigados a utilizar a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato totalmente digital, substituindo o antigo preenchimento em papel por um sistema integrado ao gov.br.
A mudança, determinada pelo Ministério do Turismo, tem como objetivo tornar o processo de check-in mais ágil, seguro e menos burocrático. Na prática, o hóspede pode preencher suas informações previamente por meio de link ou QR Code, reduzindo filas e otimizando o atendimento na recepção. Para os empreendimentos, a digitalização também representa ganho de eficiência na gestão e no armazenamento de dados.
Em São Luís, o sistema já começa a fazer parte da rotina de alguns hotéis. No Hotel Abbeville, por exemplo, a adaptação foi considerada tranquila. Segundo o empreendedor Diego Leite, o processo automatizado facilita o dia a dia. “O hóspede realiza o pré check-in digital, e na recepção apenas confirma os dados. Isso traz mais agilidade e segurança, respeitando a LGPD”, destacou.
O Maranhão conta com cerca de 1.300 meios de hospedagem ativos, entre hotéis e pousadas, e parte deles ainda está em fase de adaptação ao novo sistema. Em Santo Amaro, a Vila Capininga Ecopousada segue em processo de implantação, com início previsto para maio. A estratégia tem sido testar o modelo e ouvir os clientes para garantir uma transição eficiente.
Especialistas apontam que a medida vai além de uma exigência legal e pode se tornar uma ferramenta estratégica para o setor. Com a centralização das informações, os empreendedores passam a ter acesso a dados mais precisos sobre o perfil dos visitantes, o que contribui para decisões mais assertivas e melhoria dos serviços.
Outro ponto relevante é a segurança jurídica e a proteção de dados. O sistema digital segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que as informações sejam armazenadas de forma segura e utilizadas de maneira adequada, inclusive para formulação de políticas públicas no turismo.
O Sebrae Maranhão tem atuado na orientação dos empresários para a adoção do novo modelo, alertando sobre a importância da regularização para evitar sanções. Empreendimentos que não se adequarem podem sofrer penalidades, incluindo advertências, multas e até impedimento de receber hóspedes.
Além dos ganhos operacionais, a digitalização também traz impacto positivo na sustentabilidade, com a eliminação do uso de papel, e na competitividade dos negócios, que passam a oferecer uma experiência mais moderna e alinhada às expectativas do turista atual.
Para os empreendedores que ainda não implementaram o sistema, a recomendação é seguir as orientações do Ministério do Turismo, manter o cadastro regular no Cadastur e capacitar as equipes para operar a nova ferramenta. O processo de adaptação segue em andamento em todo o país, marcando uma nova etapa na modernização do setor turístico brasileiro.
Com informações da Ascom Sebrae






